Número 24
O Fascínio da
Imensa e Poderosa luz da Plena Falsidade
Boletim de Ideias Filosóficas
Editorial
Dada a emergência do momento, vamos lançar mais este número do boletim com os textos ainda sem estarem completamente editados e sem a sua estrutura ainda não estar totalmente definida.
Revista Opúsculos
“Opúsculos
sobre o Fim de Um Mundo”, revista não oficial de poesia, filosofia e religião, lançada
em 2007 com a divisa, “esta é a minha verdade conta-me a tua” (desde o número
11 referenciada como “Boletim de Ideias Filosóficas”).
Ilustrada com quadros dos mestres, quadros de novos artistas, promessas
desconhecidas, serigrafias, poesias, breves e profundas orações (só nos
primeiros números consegui colocar as ilustrações).
Nos primeiros números, pequenos contos, textos, explorando ideias da
filosofia. Outros números, foram trabalhos para determinada cadeira e que acho
que tem validade como tijolo na construção e sistematização de uma tese geral.
Revista feita por alunos e estudantes de filosofia, nas suas páginas, os
textos preliminares dos pretendentes na descoberta e edificação de um pensar
próprio, revista dos audazes aprendizes na disciplina de arquitetura da mente.
A revista não quer ser algo pomposo, nem se quer afirmar como detentora de
qualquer verdade. Sustem-se na ideia aristotélica de arte na
"Poética" aplicada à filosofia (acho que uma certa maneira foi o que
Kant fez da filosofia, após o esclarecimento (na "Crítica da Razão Pura”),
do que era ciência e de que a filosofia não o podia ser).
Um mundo despedaçado por duas
grandes opções trágicas
Um mundo despedaçado entre duas opções trágicas.
O mundo
que se nos oferece, as duas opções políticas e civilizacionais do nosso tempo: viver em democracia, ou viver sob o jugo de um grande pastor.
Porquê a
existência? Pergunta fundamental.
A grande
escolha política do presente, estar ou não estar do lado dos radicais, dos extremistas, dos ultra nacionalistas, dos fascistas, dos comunistas?
O
universo é processual. A dialética é o seu método de construção.
Engana-me
uma vez, a culpa é tua. Engana-me a segunda vez (estamos a ser levados) a culpa
é minha.
1ª opção,
ideologia antiga, retrograda, anacrónica, ultrapassada, de há cem anos.
Opção 2
A visão do mundo pós ww2, visão com 70 anos.
A oeste
nada de novo.
Uma
estátua de pedra, não se esculpe numa sessão de trabalho, é um processo que se
desenrola.
Opção 3
Alternativa por edificar.
1) As democracias/cidades
nórdicas
(o molde, cidades modelo/para replicar)
SOCIEDADE _ MEGACIDADES vs
novas pequenas cidades modelo nórdico
I
Hipóteses para países superpovoados.
O planeamento para a
construção de cidades replicas das cidades dos países nórdicos da europa. Novas
cidades baseadas no seu modelo, que resultou, que foi o que de melhor as
sociedades ocidentais conseguiram atingir em termos de bem-estar social.
Cidades classe A. As democracias ocidentais estão cheias de equívocos, mas os
nórdicos, para mim, edificaram modelos democráticos liberais quase perfeitos,
que cumpriram praticamente tudo para que tinham sido planeados, os nossos sonhos de sociedades mais justas e equilibradas sob uma perspectiva de bem estar social.
Resolver o problema do excesso
de população com a edificação de imensas novas cidades, replicas das cidades do
modelo nórdico. Graves problemas de população, na India, Brasil, USA, China, México, …
Com os robôs e a inteligência
artificial, poderia haver cidades prontas a ser a habitadas e profissões a serem
aprendidas, para cada um dos que iriam integrar as novas cidades, poder contribuir para o bem-estar da cidade, de si próprio e de todos.
O modelo nórdico, a sua grande vanguarda espelhada no elevado desevolvimento das suas comunidades, seria a escolha lógica como modelo a implementar na construção das cidades replicas.
Alternativa idealista, visão alternativa para o problema do excesso
populacional em megacidades.
Para o problema do excesso populacional em países como China,
Índia, Brasil, Estados Unidos, consideramos e idealizamos a projeção e
execução, em locais que até agora eram considerados desertos, mas que, com a
tecnologia atual, já é possível edificar de raiz pequenas cidades Oásis,
réplicas do modelo social das cidades nórdicas da Europa.
São estas as grandes e melhores cidades de todos os tempos. Cidades
que conseguiram chegar ao melhor de nós, que mais se aproximaram do nosso sonho
ocidental de humanidade, ao ponto mais próximo da nossa idealização do que
seria uma cidade justa e equilibrada, onde todos os seres humanos vivem com
dignidade. As cidades dos países nórdicos da Europa foram as que mais se
aproximaram do nosso ideal de uma sociedade justa, socialmente equilibrada,
onde todos partilham e onde todos cooperam. As últimas grandes vagas
migratórias provam no claramente, todos os seres humanos que anseiam por
dignidade querem um pouco daquilo. Os migrantes da América do norte não é a
América de Trump que eles procuram, mas sim o que os Estados Unidos
representavam na linha do bem-estar social, e que foi expresso na sua maior
plenitude pelas cidades e pelas democracias dos países nórdicos da Europa.
Dois modelos políticos e económicos, onde um deles tenta desacreditar e aniquilar o outro. A Europa e o Canadá são neste momento os últimos redutos da resistência, como as últimas provas que um mundo de cooperação, com Estado social é possível. E são essas provas, esses exemplos de como é possível que eles querem aniquilar.
II
Os países nórdicos, da Noruega, da Dinamarca, da Suécia, são o grande apogeu do idealismo das sociedades modernas, das democracias ocidentais e do homem do ocidente. E por muito que os MAGA queiram fazer crer, que podem voltar a ser America great again, America nunca será tão great again como o foram os Estados Unidos depois de 1945, porque o maior de todos não foi o americano nem foi o europeu, foi o ocidental.
E para atingir esse plano do homem ocidental, que foi o apogeu, foi muito mais que o homem americano O homem ocidental ultrapassou completamente. Depois da segunda guerra mundial O homem que se formou ali Entre a Europa e os Estados Unidos Foi o apogeu E esse homem não era nem o homem americano Nem o homem europeu Era o homem ocidental E os Maga nunca Mas nunca conseguirão chegar aos pés Do que foi o homem ocidental O homem americano foi o homem até 1945 foi um homem do século XIX que eles querem implementar mas não, essa América grande nunca foi tão grande como o foi quando fez a sua parceria com a Europa e aí não foi o homem americano nem foi o homem europeu foi o homem ocidental que foi o apogeu de tudo e os MAGA por muito que eles gritem por muito que eles façam o que quiserem, nunca, mas nunca, o homem americano conseguirá ser mais que o homem ocidental. Porque o homem ocidental é que é o apogeu de tudo até hoje. Ele é que é o ouro. E que se eles querem voltar ao homem americano, estão a querer dizer que a prata é mais valiosa que o ouro. Porque o homem ocidental é que é o ouro.
III
Nesta luta, de um lado Golias, o presidente da maior potência que o mundo já viu. Mas que só o foi depois de se juntar aos europeus e criar o horizonte da civilização ocidental. A América e a Europa, cada um por si, nunca antes tinham conseguido chegar à grandiosidade do apogeu da humanidade que foram as sociedades das democracias ocidentais (em termos de dignidade humanas e bem-estar social), que foi a segunda metade do século XX.
De um lado Golias,
Na fatalidade de não haver outra opção, outro caminho para o futuro, se alicerça a força ilusória da sua inevitabilidade. Mas as coisas não são apenas branco ou negro.
(O mais difícil de aceitar neste novo mundo do trumpismo é a ilusão da força da sua inevitabilidade, é areia que nos querem lançar para os olhos. Fatalidades, profetas da desgraça e grandes farsas que se quiseram apresentar como salvadores da pátria sempre os tivemos).
Do outro lado,
Os povos do mundo que rejeitam essa ideia de grandiosidade antiga, anterior, dessa idade de ouro. Os Estados Unidos pós 1945 são muito mais o apogeu que a América arcaica glorificado por Trump. Contrapomos um idealismo social que teve o seu apogeu concreto e a sua máxima expressão e realização no Canada, nos Estados Unidos e nas democracias ocidentais e nórdicas da Europa. É possível um mundo mais justo e equilibrado, a grandeza não ficou no passado, essa grandeza que nos querem enfiar pelos olhos dentro, é inferior às grandes conquistas das democracias ocidentais.
2) o humano ocidental
auge
da humanidade
o homem ocidental
O melhor de todos os humanos na história.
O cidadão mais autêntico, o mais educado, o mais
esclarecido, o mais emancipado. Melhor que apenas europeu, melhor que apenas americano,
o humano ocidental representa o auge, o apogeu da civilização e da humanidade.
Maga - é uma aberração! A América nunca foi tão great como
quando o foi na construção e vivencia do humano ocidental. O greatest da
humanidade foi o americano e o europeu na aliança de cooperação e vivencia em
conjunto forjaram após 1945.
There was
something special at the 60´s, 70´s, 80´s and 90´s, it was the occidental men,
they were the greatest of them all.
3) A ONU
como a nossa maior conquista
4) O renovar de votos da ONU
refundação da ONU
O plano de paz
O conselho de segurança das
religiões principais.
O conselho da terra.
Assembleia representativa –
Câmara das democracias laicas - Nações emancipadas vs Nações menores.
Esta guerra só vai acabar quando os russos recuarem, ou então não acaba. E os oligarcas russos não querem recuar, então temos de os obrigar a recuar porque a guerra é insustentável e o gasto que está a ser feito em armamento e defesa são insustentáveis para as nossas sociedades da maneira como as queremos. Senão temos que nos tornar outra coisa, viver em economias de guerra e esquecer os programas sociais. Dentro dessa grande batalha que se está a dar hoje, entre essas duas maneiras de viver (a vivência do superlucro, o mundo dos magnatas e dos oligarcas e os países do Estado Social) e a grande luta é exatamente entre esses dois modelos porque o modelo dos oligarcas e dos grandes capitalistas quer acabar com os países do Estado Social para ser tudo, para terem hegemonia mundial porque isso é a única coisa que lhes faz frente, que os consegue suster em relação ao domínio mundial que o capitalismo sempre pretendeu.
5) O plano de paz ideal:
(renovar votos ONU, fronteiras
definitivas, art.º 5º mundial, exercito único)
Two
times was international law violated by Russia, 2014, 2022.
Do not take
other country´s land by force. Our world after 1945 was built upon that. Are we
accepting to lose that? No, we don´t
want to.
To end the
war, we all at UN can make a treat, as an assurance for peace and security for
Ukraine. If Russia violates international law a 3rd time, it will be considered
a military attack against all countries
that sigh the peace treat.
If China
back us in that, if China decides if want to live in a world with international
law or not, if China and signed it, we can have peace, without selling Ukraine
to ones and others, and not come back when we were savages at WW2, will we go
back to that? Now, that we live in a nuclear era?
Two times
was international law violated by Russia, 2014, 2022.
Do not take
other country´s land by force. Our world after 1945 was built upon that. Are we
accepting to lose that? No, we don´t want to.
To end the
war, we all at UN can make a treat, as an assurance for peace and security for
Ukraine. If Russia violates international law a 3rd time, it will be considered
a military attack against all countries that sigh the peace treat.
That will
be the major peace guarantee for the ones who loses 4 provinces.
If China
back us in that, if China decides if want to live in a world with international
law or not, if China and signed it, we can have peace, without selling Ukraine
to ones and others, and not come back to when we were savages at WW2, will we
go back to that? Now, that we live in a nuclear era?
Instead of
the money we all going to spend in military equipment, if we were serious,
adults and mature, we could sit all down at the UN and re sign the law of the
world we want to live in. Don´t stop the works until all sigh the eternal
frontiers of our planet. After, that declaration sight by all, anyone who
attack any other it will be attacking all others and himself, cos he signed the
declaration too.
Paz perpétua 2.0: renovar de
votos ONU
- um acordo definitivo acerca das
fronteiras
- um artigo quinto mundial - um
ataque a qualquer país corresponde a um ataque a todos os outros e a si próprio
(uma vez que esse pais também tinha retificado o acordo de fonteiras mundial).
- a necessidade de um único
exército mundial
Com isto comprávamos a paz, se os
líderes humanos não fossem crianças, não protelassem um estado de infantilidade
alicerçado em mentiras, jogos, esquemas e disfarces onde aparecem e tentam
parecer como sendo mais do que aquilo que são. Se os líderes fossem adultos,
tivessem maturidade e fossem realmente responsáveis perante a defesa dos seus
povos faríamos isso.
Perpetual Peace 2.0
China
can have the major role on the greatest diplomatic achievement of all times.
To the
conflicts of our days, our leaders’ responses are:
Arm
ourselves to the teeth by spending what we don´t have and return to the far
west law, now with nuclear weapons.
There
is an alternative, if we, mankind, are courageous, responsible, adults, mature.
Perpetual
Peace 2.0
1)
A renewal of vows at the UN (if 80 years ago human beings were adults and responsible with the
creation of the UN, but today we no longer recognize ourselves in agreements
and contracts signed so long ago, it is time to sit down at the table again and
find bridges, sign agreements and commit ourselves again with seriousness and
responsibility for the future of the planet and of everyone).
2)
In this renewal of vows, a definitive agreement would be established in
terms of borders
(the countries would sit at the negotiating table and the meetings would not
end until we reached a definitive agreement on all borders, establishing once
and for all what belonged to one country and what belonged to another.
3)
With this definitive agreement regarding borders, an article would be
established that would say the following: from now on, any country that attacks
another is attacking all the others and itself (if this definitive agreement regarding
borders were signed by everyone).
4)
The establishment of this article would lead to the creation of a single
international army that would guarantee the inviolability of borders (this would lead to the dismantling
of national armies and astronomical savings in terms of military spending).
What
would be saved in military spending could be money that would be used for
global development, for education, health, for energy reform, to give a
dignified life to everyone regardless of color, nationality, creed, gender
(betting on a great objective, a common goal: human dignity and the
preservation and respect for natural life; to end the social and economic
castes of alphas, betas, gammas and deltas, to end the poor and have only two
classes: the rich and the middle class).
What is
happening today it's so absurd and makes me so angry and sad. I look at human
beings and I come to the conclusion that after all we are nothing more than
grown-up children (full of signs of childishness: lies, games, schemes and
schemes. If we were really adults, mature and responsible we would not need any
of this).
Perpetual Peace 2.0
China can have the major role on the greatest
diplomatic achievement of all times.
To the conflicts of our days, our leaders’ responses
are:
Arm ourselves to the teeth by spending what we don´t
have and return to the far west law, now with nuclear weapons.
There is an alternative, if we, mankind, are
courageous, responsible, adults, mature.
Perpetual Peace 2.0
1) A renewal of vows at the UN (if 80 years ago human
beings were adults and responsible with the creation of the UN, but today we no
longer recognize ourselves in agreements and contracts signed so long ago, it
is time to sit down at the table again and find bridges, sign agreements and
commit ourselves again with seriousness and responsibility for the future of
the planet and of everyone).
2) In this renewal of vows, a definitive agreement
would be established in terms of borders (the countries would sit at the
negotiating table and the meetings would not end until we reached a definitive
agreement on all borders, establishing once and for all what belonged to one
country and what belonged to another.
3) With this definitive agreement regarding borders,
an article would be established that would say the following: from now on, any
country that attacks another is attacking all the others and itself (if this
definitive agreement regarding borders were signed by everyone).
4) The establishment of this article would lead to the
creation of a single international army that would guarantee the inviolability
of borders (this would lead to the dismantling of national armies and
astronomical savings in terms of military spending).
What would be saved in military spending could be
money that would be used for global development, for education, health, for
energy reform, to give a dignified life to everyone regardless of color,
nationality, creed, gender (betting on a great objective, a common goal: human
dignity and the preservation and respect for natural life; to end the social
and economic castes of alphas, betas, gammas and deltas, to end the poor and
have only two classes: the rich and the middle class).
What is happening today it's so absurd and makes me so
angry and sad. I look at human beings and I come to the conclusion that after
all we are nothing more than grown-up children (full of signs of childishness:
lies, games, schemes and schemes. If we were really adults, mature and
responsible we would not need any of this).
Best regards
Miguel Nureyev
6) O plano de paz prático – pragmático
A peça chave na resolução da crise atual entre a Ucrânia e a
Rússia poderá ser a Crimeia.
Os ucranianos reconheceriam definitivamente, e sem qualquer
“claim” no futuro, que a Crimeia é definitivamente território do povo russo.
Seria como oferenda de paz. O povo ucraniano abre para sempre mão daqueles
territórios, e oferece-os ao povo russo. Os oligarcas russos têm a sua vitória
e não perdem a face. A questão da Crimeia fica definitivamente encerrada.
Mas para terem essa vitória, tem de deixar que este lado do
conflito também tenha a sua saída honrosa. A grande vitória para o nosso lado,
não será o recuperar os territórios e as fronteiras de 2021. Certamente isso
será um reparo dos tempos, um importante passo para sarar as feridas e
cicatrizes destes últimos anos, até que um dia, o convívio a confiança floresça
de novo entre estes 2 magníficos povos. Porque é disso que se trata, quando os
líderes não forem mais que uma memória dos tempos, o que fica, o que prevalece
e o que se mantém vivo são os povos. O povo da Rússia, o povo da Ucrânia e os
povos dos outros países. Não deixem que os crimes dos humanos do presente
envenenem para sempre o coração dos povos. A vitória mais importante é o
reafirmar do maior e mais grandioso de todos os compromissos internacionais da
nossa existência como seres humanos. Não conquistarás pela força os territórios
de outro Estado! Esta é a nossa lei fundamental em termos sociedade planetária,
em termos de civilização. Se perdermos isso, se os russos ficarem com os
territórios conquistados após 2022, nunca haverá paz, quer seja no campo de
batalha, quer seja nos nossos corações e nas nossas consciências. E não é pelos
territórios, é pelo precedente, pelo retrocesso, pelo passo atrás que a
humanidade dá se reconhecer a Rússia como soberana nos territórios que
conquistou após 24 de fev 2022.
Esta proposta de paz seria uma saída airosa para todos os
intervenientes. É reconhecida a Rússia ad eterno a soberania da Crimeia. A
Ucrânia assume que nunca mais vai reclamar aquele território. As tropas russas
recuam para as fronteiras de 2021.
Podemos até, se o povo russo ainda assim se sentir ameaçado,
esbater o trauma no coração do povo russo, das 2 terríveis invasões que o
território russo sofreu na sua história recente. Podemos apresentar um
compromisso de garantias defensivas. Podemos, no conjunto das Nações
Ocidentais, estender o art.º 5º à Rússia. Se algum dia, algum país atacar a
Rússia, todos nós a iremos defender. Eu por mim, de bom grado me comprometeria
com isso pela paz. Nunca mais a Rússia e os oligarcas russos poderão jogar com
isso nas cabeças do povo russo para lançar ataques preventivos sobre nações
vizinhas.
Deveriam ser os aliados dos russos que deveriam impor isso
aos russos. A China, Índia e os Estados Unidos devem ao mundo um revelar, uma
manifestação das suas intenções. Devem mostrar ao mundo as suas cartas e pô-las
sobre a mesa para sabermos o que realmente defendem e quem realmente são.
Reconhecem ou não que é legítimo conquistar territórios de outros países pela
força? Devem esses governos aliados dos russos esclarecer-nos da sua posição em
relação a isso. Os governos, e mais que os governos, esses povos, que são quem
realmente importa. Os povos desses países, aceitam ou não, que um país
conquiste outro, ou parte de outro pela força? Acredito que nenhum destes povos
o aceite.
Talvez alguns nos seus governos o aceitem, talvez outros
governos assobiem para o lado, digam nim, assumam uma posição dúbia, encoberta,
escondida, mas o tempo dessas táticas e subterfúgios já se esgotou. Perante o
que estamos a viver é tempo de colocar as cartas sobre a mesa. Aqueles países e
aqueles povos aceitam ou não que se conquiste pela força territórios de outras
nações? É altura de nos dizerem sim ou não. Pois é o que realmente está em
causa nesta crise da Ucrânia e da nossa civilização. Aceitamos ou não outra vez
as conquistas territoriais pela força? Já o tivemos, já o rejeitamos, e foi essa a posição de maior grandeza que
tivemos como espécie, quando demos as mãos para nos levantarmos em conjunto
depois de 1945 como a civilização ocidental. Aceitamos ou não que tenhamos de
voltar a encher os coldres com armas e voltamos ao espírito do faroeste para
vivermos outra vez os pesadelos da lei do mais forte? A guerra não acabará
enquanto os russos não recuarem. Os oligarcas russos recusam-se a recuar. Têm
de ser os países seus aliados a chamarem-nos à razão. A China e a Índia têm de
esclarecer a sua posição, e acredito que, colocadas as cartas na mesa, a China
e a Índia não conseguem sustentar esse retrocesso. A questão dos territórios
ucranianos tem de ser ultrapassada pois não é uma questão de territórios. É uma
questão do princípio, do precedente, e do mundo que queremos para o futuro dos
nossos filhos. Faremos ou não o retrocesso civilizacional? Continuaremos ou não
na senda do que de maior almejamos, a paz Internacional e o respeito pelas
fronteiras dos outros Estados.
E nesse plano, acabar com esta guerra, é perguntar aos
aliados da Rússia, qual é o vosso plano de paz então?
Qual é o plano de paz? Agora têm que assumir uma posição e
dizer qual é a vossa verdadeira face. É legítimo a ocupação de território por
parte da Rússia? É legítimo? Na vossa perspetiva da paz, a Rússia terá que
ficar com aqueles territórios ou terá que recuar? A Índia e a China e o Brasil
e os Estados Unidos, os que apoiam a Rússia que se pronunciem, se faz favor,
mostrem as vossas cartas, coloquem-nas na mesa.
É o momento de mostrarem a vossa verdadeira face, aquilo de
que realmente são. Como é que é? É cinismo até ao fim? Vamos dizer o quê?
Gostava que o povo, não só os governos, não só as representações oficiais, mas
o povo da Índia que se pronunciasse. É legítimo a ocupação de território, pela
força? É legítimo? Pronuncie-se a Índia, a China, o Brasil e os Estados Unidos.
Estes quatro países deviam mostrar realmente quem são. Enquanto não o fizerem
vamos continuar ao jogo do esconde-esconde. Neste momento é altura, a guerra é
insustentável, o preço da guerra é insustentável para as pessoas. Só quem ganha
com a guerra são as grandes negociatas e os grandes oligarcas. E eles estão-se
pouco importando, se isto for tudo pela água abaixo. Eles, naquele pensamento deles(nunca
se dão como derrotados), se tiverem que acabar com o mundo para não perderem,
acabam com o mundo. Porque são pessoas capazes disso.
Os oligarcas são pessoas capazes disso. Que se foda o mundo,
mas eu não hei de perder. Foi o que o Hitler fez e foi o que muitos malucos que
estiveram aí na história fizeram. Quando chega ao fim e eles já não podem mais,
que se fodam todos. Eles vão cair, mas têm que levar os outros todos para o
buraco. E essa é a natureza dessas pessoas. Por isso, um plano de paz, qual é o
plano de paz da China e qual é o plano de paz da Índia e qual é o plano de paz
do Brasil? Porque dos Estados Unidos a gente já sabe é quase igual ao da
Rússia. E aceita, legitima, para o presidente Trump A guerra acabava, a Ucrânia
cediam os seus territórios e ficavam todos amigos e pronto, se faziam todos
negócio. Porque pronto, era o preço de acabar com aquela guerra, era ficares
sem 1/5 da tua casa, ficavas sem 1/5 da tua casa, davas 1/5 da tua casa aos
gajos, pronto, e acabava-se a guerra. E, para o presidente Trump ninguém
perdia, e era a solução. Mas isso não é uma solução, porque isso é legitimar e
é abrir um precedente, é legitimar o uso da força e acabar com a legitimidade
da Lei Internacional.
Então, para mim, uma solução viável seria o pronunciamento
desses países, Brasil, Índia, Estados Unidos e China, de que não legitimam o
uso da força para conquistar territórios de outro país, não legitimam a ocupação de territórios pela
força. A partir desse momento, os oligarcas teriam que recuar. E, para não
dizerem que saíam sem nada, a Rússia não sairá desta crise, porque é uma crise
também na sociedade, dominada pelos oligarcas, aquele povo que não tem voto na
matéria, a saída seria o reconhecimento da Crimeia por parte da Ucrânia e a
pretensão da Ucrânia sobre a Crimeia ficaria para sempre enterrada e esse
território seria para sempre da Rússia. Era o reconhecimento final de que já
não havia pretensões por parte da Ucrânia em relação à Crimeia. E assim, se os
russos recuarem para os limites de 2021, acabava-se a guerra, os russos ficavam
com a Crimeia para sempre.
Os ucranianos também não perdiam a sua face, não perdiam o
seu território, não se legitimava a ocupação de outro país pela força, não se
legitimava a conquista de territórios pela força. Parava-se esta guerra e o
preço económico e o preço que as pessoas estão a pagar e só mais uma coisa para
terminar.
O povo russo tem o trauma de duas invasões terríveis, a
invasão de Napoleão e a invasão dos nazis. E por duas vezes o seu território
foi completamente devastado e entraram por ali adentro, e o povo russo, o povo
russo tem este trauma, e os oligarcas estão a jogar com isso.
Porque já foi uma, já foi duas e a Rússia, o subconsciente da
Rússia terá sempre medo. E então terá de ser defendido com um artigo 5º. O
Ocidente garantirá à Rússia o artigo 5º. Um artigo 5º para a Rússia. Se a
Rússia for alguma vez mais invadida, somos nós, os ocidentais que vão lá
defendê-los. Por isso, não se preocupem nunca mais em serem invadidos. Nós
garantimos as vossas fronteiras para sempre.
E assim, com um bocadinho de bom senso, com um bocadinho de
maturidade, se poderia chegar lá.
Quem vai defender a Rússia em caso de ser atacada é o homem
ocidental. O homem ocidental é que vai defender. Se a Rússia alguma vez for
atacada e se algum país alguma vez quiser invadir a Rússia ou invadir
território russo, da maneira como as suas fronteiras ficarem definidas, seremos
todos, estaremos lá todos a defender, porque ninguém vai invadir a Rússia pela
terceira vez, ninguém! Isso os garante o homem ocidental. E se o homem
ocidental conseguir garantir isso, será novamente ele próprio.
Se os ocidentais se unissem e pressionassem a
China com um boicote aos produtos chineses se a guerra na
Ucrânia não parar, a guerra terminava no dia seguinte.
7) As forças opositoras
contrárias
critica ao pensamento (retrógrado,
pacóvio, maléfico) fora de validade -do seu tempo – ultrapassado, critica a
essa ideologia ultrapassada
Os clones dos fascistas do passado.
No terrível choque planetário entre os dois blocos
fundamentais deste tempo.
- Sociedade infantil - Estimulados,
dissimulados, dos maiores podres da sociedade contemporânea
Na crise dos políticos atuais, os
demagogos e os retóricos estão a tomam a sala, e começam a dominar a música e
as danças.
A revolta dos parolos
Num revivalismo retrógrado e
anacrónico, com nada de novo e original para apresentar como solução,
limitam-se a recauchutar ideias e preconceitos de há 100 anos atras à espera de
que as pessoas sejam ingénuas e crédulas para se deixarem enganar outra vez.
Na altura houve muitas vozes que
se opuseram, mas como esses energúmenos se apresentavam como representando algo
novo e iluminado, que nunca tinha existido nada igual em grandeza e
competência, as vozes dissidentes foram silenciadas (à custa da brutalidade e
repressão) e aquela ideologia bélica e terrível, cheia de preconceitos,
falsidades e desumanidade acabou por prevalecer e levou o mundo ao holocausto e
à segunda guerra mundial.
Não crescemos nada? Não
aprendemos nada? Hoje sabemos o que foi e o que é aquilo. Engana-me uma vez a
vergonha está do teu lado, engana-me a segunda vez …
A maior tristeza é que sim, mesmo
100 anos depois, depois de vivermos o que vivemos e de todas as lições do
século XX, há quem se continue a deixar levar pelas suas balelas fora de prazo
de validade, pelas suas promessas vãs, pelos seus El Dorados da fantasia e do
engano.
Encantadores de “burros”
Quem vota em partidos de
extrema-direita não tem memória histórica (o que eles sempre fizeram, o que
defendem, o que vão voltar a fazer, a sua simpatia por regimes ditatoriais,
autoritários, totalitários); não tem sentido de responsabilidade social e cívica, nem bom senso. A esses partidos simpatizantes
de regimes totalitários nem lhes deveria ser permitido participar em eleições
democráticas. Quem lhes permite participar não é sério, e quem vota nesses
partidos são ovelhas que se sentem perdidas sem um grande pastor, Zombies em
termos de cultura histórica e esclarecimento político.
Derrotámos Hitler, o nazismo e o
fascismo na sua versão original. Esses foram os inventores de toda aquela
retórica retorcida. Os de há 100, colhidos pelo seu tempo, foram inovadores na
sua loucura e visão retorcida das coisas e da história. Aqueles, no seu tempo, surgiram
com algo de novo, a última novidade, apresentavam na como a última maravilha do
seu tempo. E souberam enganar os tolos e colheram os benefício da duvida de
alguns não tolos. Engana-me uma vez, …, se me tentas enganar uma segunda vez só
me deixo enganar se for tolo, já se sabe quem eles são e o que representam. O
raio e a ventoinha, o vórtice, coisa nova que existia desde tempos para lá da
memória, apresentada como a ultima maravilha dos tempos. Que novidade, vieram
com aquilo como se fosse uma nova descoberta da roda. Deu no que deu.
O fascismo contra o qual lutamos
hoje, em parte até tivemos sorte, hoje, são meninos a tentar replicar uma
ideologia não viável. Ideologicamente não tem nada de novo. Na altura em que
surgiu , pela força da sua novidade, cegou os pacóvios dos primeiros anos do
século 20, uma sociedade ainda muito provinciana, a tentar perceber o tempo
novo que rebentava por todo o lado. A força do que estava a nascer foi um
instrumento para encandear os facilmente impressionáveis pelos avanços
espetaculares do seu tempo.
Tudo era novo e de imensa
possibilidade. Como o é o nosso mundo agora em relação às realidades digitais e
a IA. Voltamos ao ponto em que estávamos em Termopilas e Plateia, na luta pela
liberdade contra uma ordem que quer novamente impor os valores da força bruta,
dos grandes desígnios pessoais, das formações em colmeia, onde os indivíduos
comuns se diluem, se esbatem contra a grande equação do Estado. Voltamos ao
ponto em que os povos abdicam da sua soberania e a entregam aos grandes
pastores? O povo abdica de se governar, ou de pelo menos, saber escolher quem
melhor nos governa, para colocar novamente o governo nas mãos dos reis e das
dinastias? Depois de tanta luz e de tanta celebração da maioridade humana, da
libertação das (peias) de Deus e dos reis, voltamos nós agora para trás
envergonhados? Vamos entregar novamente os nossos destinos nas suas mãos na
aleatoriedade dos seus humores?
Um povo que não se sabe governar,
que nem ao menos sabe escolher quem melhor nos governa, que não sabe educar
quem nos governe bem, só pode mesmo retornar aos reis. Neste momento temos duas
opções, ou nos educamos, esclarecemos para nos sabermos governar, ou pelo menos
saber escolher quem melhor nos governa; ou então temos de entregar novamente a
soberania aos grandes pastores, voltamos a ser ovelhas.
Se os políticos não prestam temos
de encontrar a chave para formar melhores políticos, melhores líderes,
estadistas. Formar humanos adultos que não precisam das marcas infantis da
mentira, do engano, dos fingimentos, dos esquemas e das coisas veladas. Políticos
do peito aberto, íntegros, que assumem aquilo que são.
A ideia da Escola de Lisboa passa
por “escolas de liderança e governo”, para onde são recrutados os melhores
entre os melhores naquela vocação. Rede de olheiros como no futebol. Os futuros
líderes têm de passar pelas escolas de liderança, onde são ensinados os valores
fundamentais, as grandes metas para as quais todos trabalhamos em conjunto.
Nos primeiros meses desta segunda presidência de Trump,
quando olhava para as coisas como eram, pensei no desespero de estar a assistir
a uma tragédia, ao desfalecimento das grandes democracias ocidentais. Até o
país até aí nosso líder mundial tinha sido tomado.
Como podemos contrapor aquele ímpeto que nos está a levar as
democracias, os governos do povo pelo povo, e nos está a lançar no retrocesso
de trazer novos reis como chefes de executivo?
A era dos cavaleiros das armaduras reluzentes, num tempo em
que o falhanço da educação levou a que o nosso comboio do autogoverno ficasse
sem carris para continuar.
Uma das bases daquele ímpeto são os dedos que eles apontam
aos falhanços e podres das nossas sociedades atuais. Pelas maçãs podres se
alimentam eles fazendo passar que uma árvore corrompe toda a floresta, que os
de nacionalidade x, ou os do credo y são todos maus ou inferiores.
Na sua retórica vem uma mensagem de salvação para os puros,
para os injustiçados, para os que perderam a crença no nosso sonho do humano
ocidental. Na sua retórica vem uma mensagem de redenção, de um regresso a uma
época antiga dourada, com uma práxis vencedora, pragmática, cheia de ímpetos
momentâneos e de inspirações quase divinas, que com tanto brilho imaculado se
vê que é boa demais para ser verdade.
Contra os demagogos e as suas retóricas só argumentos sólidos
e completamente irrefutáveis. Por isso aponto o modelo das cidades nórdicas
como o grande facto contra o seu argumento de que antes é que era bom.
O nosso futuro não pode passar pelo caminho que eles nos
apontam. O nosso futuro não pode passar
por um regresso ao passado. Um regresso a um tempo e a um pensar caducos, que
já muito tempo tinha sido dado como obsoleto.
Um dos grandes males das democracias ocidentais
Neste momento histórico a direita radical tem vindo a ganhar
vantagem sobre o ideal das sociais-democracias porque só um número reduzido de
países conseguiu vive lo na sua plenitude. A dignidade dos países nórdicos da
Europa prova que são possíveis e florescem os regimes que se preocupam com
todos, com a dignidade de cada um dos seus.
Tanto a direita como a esquerda radical têm um objetivo geral
comum, a ideia de domínio mundial. Partidos dispares, de países dispares,
unificados na perspetiva de conquistar o mundo.
Nós, os que não aceitamos os seus termos, estamos divididos e
falta-nos esse estandarte, um totem que nos unifica. Todos os indivíduos num
todo coletivo. Essa é a vantagem deles, por isso estão a ganhar fôlego, essa é
a nossa desvantagem, e eles sabem dividir para reinar. Está a faltar nos um
unificador comum.
Simon vivia atormentado com o rumo que a cena mundial estava
a tomar. A reação dos líderes mais influentes foi: armar-mo nos até aos dentes
e aceitar o voltar à lei do faroeste, mas todos sabíamos no nosso íntimo, no
nosso coração e na nossa humanidade que essa não pode ser a resposta. Todos
cozíamos como rãs lentamente numa panela e esse parecia a alguns o único
caminho, uma fatalidade, uma inevitabilidade perante a irresistível força que a
direita radical tinha novamente adquirido. O fascínio que partia do seu
feitiço, lançado em larga a escala para as grandes maiorias deseducadas estava
a fazer o seu efeito. O deslumbramento das multidões perante os novos
cavaleiros das armaduras reluzentes com as suas retóricas coordenadas, as suas
táticas programadas feitas by the book desde há 100 anos atrás, as suas
lavagens cerebrais em larga escala, era desconcertante. Uma horda de Robocops,
a trabalhar em equipa sobre uma mentira como o comboio azul do ciclista Lance
Armestrong, formada, instruída num sentido, o seu projeto de domínio global.
Esse, une todas as extremas direitas nacionais num comum objetivo unificado, e
essa é a vantagem que tem perante todos os outros que se lhe querem impor, e
que só o estão a conseguir por reação.
Entre todos os liberais das democracias sociais ocidentais
não há uma ligação comum unificada. O outro lado soube dividir para reinar.
O fascínio da imensa e
poderosa luz da plena falsidade.
Volta-se à máscara, à persona,
à armadura que inventamos para nos protegermos das nossas
vicissitudes limitativas, as nossas vergonhas, fraquezas, erros, descuidos. Nem
todos somos super-homens, mas há ainda ai, ou querem-nos fazer crer que há, ai
uns super-homens que como guardiões imortais, vão passando por este mundo para
o resgatar dos seus desvios impróprios.
Uns reconhecem ao espelho as
suas limitações e os seus handycaps, mas na existência social são como
cavaleiros escudados numa armadura imaculada. E assim se apresentam ao mundo,
mostrando apenas aquela face de grandeza, fazendo-a salientar até, o seu lado
positivo, adicionando no processo várias idealizações de si próprio, para o
quadro fique mais preenchido, o os requisitos que apresentam a sua figura
pública como alguém que vem para salvar, para resgatar, vão se tornando cada
vez mais prováveis de se tornarem realidade. E assim se apresentam às
sociedades humanas, uns com um lado saliente, outro escondido; uns com mais ou
menos grandes idealizações de si próprios, outros com puras ficções.
Lobos se conseguem fazer
passar por cordeiros, que ganham as multidões, o que isso nos diz é que a
educação falhou.
Os cidadãos deste tempo não se
conseguem governar a si próprios, preferem delegar e não se apoquentar com isso
na sua vida do dia a dia.
Se não sabe fazer a avaliação
e a escolha entre o bom e o mau político, a sua educação é deficiente. Como
fenómeno individual já é em si bastante preocupante, como fenómeno de massas é
deveras preocupante, extremamente urgente e mesmo trágico, que depois dos
séculos das luzes e das revoluções francesas e americanas, tenhamos voltado ao
ponto em que o povo não tem educação suficiente para se poder governar a si
próprio.
E regressamos ao ponto em que
as massas não esclarecidas se tornaram vulneráveis, sem capacidade critica, que
se deixam levar por boas cantigas, por armaduras reluzentes, apresentadas por
grandes políticos imaculados, que acham que agem por mandamentos superiores,
pois “grandes males afligem o reino da Dinamarca”, e são eles a peça escolhida
que vai permitir o reequilibrar as coisas neste mundo desnorteado.
Assim, pelo estilo, pelo look,
pela eloquência, pela retórica e a verborreia, a vangloria e a lisonja, num
jogo sujo onde todos os truques baixos voltaram a ser admissíveis, todas as
sujeiras e fracassos pontuais podem ser justificadas, em pról de uma grandeza
maior, que está a ser trazida, entregue ao mundo, na mais altruístas dás
dádivas sociais.
Pela afirmação plena da sua
falsa armadura reluzente, se engatam as massas deste tempo, estes tristes
espíritos vulneráveis, sedentos de uma mão, de uma voz que os venha resgatar ao
seu destino terrível. A grande maioria silenciosa de outro tempo, que antes
sabia o que era o bem, o que era o justo, o que é o perverso, está hoje do lado
do não querer saber, delega, escolhe por intuição, por fascínio, pelas luzes do
palco.
As massas ficam sideradas,
seduzidas cronicamente, como quem diz: nunca vou deixar de ser do Benfica. O
fascínio da imensa e poderosa luz da plena falsidade.
Instead of the dollar, it´s
more a common language, a common aspiration that unites us all.
Government, by the
billionaires for the billionaires? What a change from “by the people, for the
people”. What a turn, through economic education, and the ways that transform
the initial ideal of greatness (that was greatness), an enlightened people that
rules themselves, to a satisfied consumer that alienated themselves, are seeing
politics like religion, and puts themselves and their faith in the hands of the
“great” shepherds. The founding fathers must be turning in their graves.
What the fuck is wrong with
your country when your president and team staff are passive and stay quiet with
the ones who violated international law, and are aggressive and attacks the
ones who are their victims and suffers their violations? What the F is wrong with your country when
that is aloud?
To let them take you by false
pieces of nostalgic myths, of ancient greatness, of a golden era, again?
Remembering German myths, again? Aren´t
they revivalists? Builders of seductive mirages and false gods that blind us
all. When the real greatness is the world we build since 1945, after the
nightmare of the last big war, when we defeat those monsters, after they showed
us their real faces. Real greatness is what we build together, all of us.
Different countries, and different people, made us great. Together we build a
better world, more just, less dependent on force, more dependent on common law
and aspirations, that was real greatness.
How can it be? How cannot
falls the “Carmo e a Trindade” ? (a saying). How is that possible in the US, at
the country who became one of the two superpowers of the XX century from being
the constituent and the first commander of international law. Was it not from
that that born super greatness of America?
There are nuclear weapons at
Europe, at the borders of Russia. We prevented the Soviets to put nuclear
weapons at the borders of America, we won the cold war with that. And that´s
the world we live in.
The price of greatness is
“independence or death”.
We prefer to die than let them
(the big bosses, the dictators, the big shepherds) divided us and slave us once
again.
Whatever they want to divide
us, English language united us at the edge, it is our nation. Red Indians,
descendent of Europeans that went to the new world, African’s decedents,
Hispanics, Orientals, Europeans, occidentals, yes, we are not all alike, but we
converge on our values, we are one nation under a common law, and it´s that law
that the present US administration wants to ignore and destroy. Shame on you to
allow that. To destroy real greatness, the basilar foundations of our times,
international rule of law and the individual freedoms , in the name of a golden
ghost from a past, a false idol, a strong light to deceive us all, a past of
greatness that wasn’t really that great, just remember how it was for women,
for children for those who were poor.
Nos
últimos meses tenho vivido em angústia, uma avassaladora força maligna está a tomar conta do
nosso mundo. Estão sem conseguir uma resposta que lhe faça frente os países que
continuam a resistir à extrema-direita com unidade e objetivo comum de domínio
mundial. Nos nossos países onde aquele
vírus ainda não nos apanhou, estamos assustados e a resposta foi armas, armar,
hipotecar o futuro e descurar os desprotegidos do presente, atirando os
novamente para guetos, onde se vive em Condições indignas para qual ser natural
de sensibilidade apurada.
Em tormento,
enfrentei a derrocada do principal pilar do novo e melhor dos mundos possíveis
que estabelecemos na ONU depois de 1945.
Mas agora
vamos voltar à lei da selva, armas e faroeste?
Como se
consegue viver com isto, e olhar os nossos líderes apenas a reagir, na defesa,
a minimizar perdas, mas sem plano de ataque.
Partido dos
guardiões da vida e do equilíbrio na natureza. Queres ser número dois? A linha
de ataque é estabelecer a alternativa unificada em termos mundiais à força
selvagem que está a querer levar tudo.
A luta que se
vive hoje é entre duas civilizações e duas maneiras de estar na vida. Como
entre os persas e gregos na antiguidade, e nessa altura os humanos escolheram
ser civilizados perante a questão de como seriam dai para a frente
Hoje, outra
vez, quem queremos ser? “Ovelhas” that comply aos projetos dessas forças malignas e selvagens
sem outra lei que não a do lucro e do seu enriquecimento a qualquer preço; ou
queremos o mundo da lei internacional tal como o estabelecemos nas últimas 5
décadas do século XX?
Voltemos à
ONU, façamos um renovar de votos, vamos escolher quem queremos ser, vamos
escolher as fronteiras definitivas no espaço Terra, e depois assinam todos os
países.
Um renovar de
votos da ONU, e quem, dai para a frente atacar outro país militarmente, está a
atacar todos os outros, e a si próprio, e o governo, a administração que fizer
isso, perde legitimidade governativa e esse país tem de ir a eleições. Ao
estabelecermos está regra, compramos a paz e pomos fim à guerra e às fortunas
que se gastam em armamento e em exércitos nacionais. Dai para a frente apenas
um exército mundial.
Não podemos
deixar cair o último reduto da liberdade, a Europa, por isso é que eles a estão
a dividir e sabotar. Se a Europa cair, os nazis acabaram por ganhar a guerra e
tomaram posse das armas nucleares.
POLITICS
Dos
políticos revivalistas das ideias de há cem anos atrás, enganaram-nos uma vez, querem
agora, com as ferramentas digitais, enganar-nos a segunda, quando as suas
ideias são zero para além do que eram há 100, 90 anos atrás.
A sua força?
A unidade de vontades num objetivo - a conquista do mundo. Dividir para reinar,
enquanto o outro lado não tem algo comum que os unifique, e somos representados
por uma infimidade de vozes que, se não estão coordenados a remar todos para o
mesmo lado, seremos sempre mais fracos que eles na regata das conquistas
politicas.
A sua fraqueza
é a sua baixa qualidade como seres humanos, a sua falta de consideração e
integridade moral e de palavra. També a sua falta de originalidade na resposta
aos tempos atuais, em termos de pensamento e novas soluções não nos trazem nada
de novo. Sabemos o que são, como estruturam os seus esquemas, como se tornam e
o que realmente são quando se lhes cai a pele de cordeiros, a brutalidade com
que pisam e matam um ser humano como se fosse uma coisa de nada, pensei que
isso nunca fosse esquecido, como eles realmente são, desumanos, desmedidos,
bélicos, agressivos, provocadores, dissimulados, uma feras, uns bichos, umas
bestas. Como o que aparece no filme Alien, no fundo da nossa alma está um
monstro capaz de isso tudo. Que até se vitimiza se for preciso, um remake,
um looping de 1930.
Ao lado dos
desiludido, dos esquecidos, dos socialmente oprimidos, pelo processo podre dos
partidos do arco da governação.
A sua
fraqueza: os mesmos processos, os mesmos enganos, o passo em falso, o
anacronismo histórico, a sua visão
provinciana, a curta vista no nós, sem alicerce de união geral para além
do ideal bélico de conquista e domínio mundial.
JÀ LI ISTO
Derrotamos em 1945 os originais e
esses eram todo-poderosos e irrompiam de novo com a força e a pujança da sua
novidade.
o fascismo contra o qual lutamos hoje, numa
certa perspetiva, tivemos sorte, são uns meninos, a replicar uma ideologia não
viável que pela força da sua novidade cegou os pacóvios dos primeiros anos do
século XX, ainda muito provincianos e a
tentar perceber o tempo novo que rebentava por todo lado. A força do que estava a nascer foi um
instrumento para encandear os facilmente impressionáveis pelos avanços
espetaculares do seu tempo.
Tudo era novo, e de imensa
possibilidade era o mundo que o humano do século XX estava a começar a
construir. A luz elétrica
generalizada, o automóvel, o avião, o
avanço científico
As
ideologias pacóvias, espectros e fantasmas do século passado
E perante o
que nos apresentam e as alternativas que temos, os loquinhos dos retrógagos com
o esteu é móveis e as tecnologias e as armas no cuillage, a dizer que isto não
é melhor não haver uma lei a melhor ser pela arma.
Temos a
solução daqueles que tentam resistir a isso, que dizem, vamos nos armar até os
dentes, gastar o que temos e o que não temos e assim aceitamos voltarmos à lei
do faro oeste. E mais nada. Os dois alternativas temos da realidade neste
momento e a força e a restabilidade da extrema direita é a união, conseguem ter
uma unidade.
Eles têm uma
ideia, uma ideia conjunta entre todos do domínio mundial, essa ideia dá-lhes
uma força e um poder que nós não conseguimos, porque os sabem nos dividir e nós
não conseguimos dar a volta ao à artimanha que aqueles que estão a lançar sobre
nós, ao não conseguimos resolver a riddle, estamos a patinar, aqueles que
poderiam realmente liderar e mostrar os seus pontos de vista tão escravos de um
mundo que se apresenta como um mundo de interesses pessoais e qualquer um que
vem não consegue defender o todo,
Agora neste momento temos que
ser políticos. E a resposta para ante estes extremismos da direita e da
esquerda e o grito eco do não extremismo já não tem impacto nas pessoas. Então
parece estar condenada a mim lá cada vez mais.
Então tem que se reinventar a
maneira como o grito que é alternativa a aquele grito da unidade, da unidade
que eu estei em domínio mundial. E deles é unidade do domínio mundial e então
as pessoas acreditam no grande pastor, no magobo, naquilo que promete aquilo
que não consegue.
Porque no caso português um
homem que não tem experiência em uma governação e não se aumenta num partido,
muitos deus ou muitos suspeitos é que é um governar. Assim metiam-lhe tudo nas
mãos. Quem são aquelas pessoas que apareciam assim do nada?
Esqueridas já pessoal como?
Vindas já pessoal de onde? de luzes e luzes para ofuscar, e depois ver seu
exemplo que está acontecendo em Estados Unidos, que é uma cambada de terrofias,
a fingir que são meninos de cor, e que, por pé do trampas, sim senhor Avema
está, e depois fora dali são uns gaviões que têm trampé é apenas um palhaço, é
apenas uma coluna que garante depois o, apenas o edifício que garante depois a
volta do qual se dá ao voo dos gaviões,
a política, o problema que a
política tem é que não consegue ser gavião, e a política, quando se perdem e se
torna só edifício, quando deixa de ser gavião também. política também tem que
ser uma dualidade, por isso a única resposta, a única resposta com algum
impacto para ter impacto é um extremismo de esquema de centro, esse extremismo
de centro pode parecer anodota, mas é uma coisa muito séria,
e é um afirmar, daqui o que
sempre afirmarmos, daqui o que sempre fomos, mas uma perspectiva extrema, o que
eu estou a fazer é conquistar as pessoas, se conseguimos apresentar a nossa
precisão também uma perspectiva extrema, então estamos a fazer uma língua,
senão nós somos mais
A ironia disto tudo é que estamos a ser derrotados por uma
ideologia caduca, retrógrada, de há 100 anos atrás, onde nesse tempo era
novidade, enganaram-nos uma vez, na sua originalidade, apresentava-se como algo
novo e revolucionário, com um dinamismo que suplantava as democracias
burocráticas, e muitos foram atrás do fascínio da ideia. Depois já sabemos o
que foi, apanhar os crédulos, silenciar os céticos, poder, poder e mais poder,
saltando por cima do que fosse preciso.
8) Mostrar o absurdo
O absurdo dos
conservadorismo e revolucionarismo extremos.
Mete mais dó um bilionário sem escrúpulos que uma pessoa sem
recursos financeiros que mantém no íntimo de si um coração puro. Quando não há lugar
para a maldade, para a crueldade, para a desumanidade, para a brutal realidade
da competição de todos contra todos, para uma lei cega e selvagem em certas
altas esferas, nos mercados financeiros. Lei novamente selvagem da força e da
astúcia e da profunda argúcia do proveito próprio, em detrimento do bem-estar
do outro. A minha alta abastança, a custa da miséria de milhões. Quem é quê os
convenceu a pensar que uns tantos escolhidos são melhores e são mais que os
outros, e que por isso lhes devem pertencem a patamares privilegiados em
detrimento do bem-estar dos outros?
Em vez de o seu projeto ser o de nivelar todos pelo mínimo de
uma classe média, o seu exercício de posse do capital quase ilimitado leva os,
em vez de diminuir o fosso social, a aumentá-lo. Perante as misérias deste
mundo, fortunas colossais se tornam ainda mais colossais na competição
envenenada entre os super poderosos, a vertigem do ego mais que todos, a
cegueira do ir para lá da posição que estabelece a afinação da corda da viola.
O desequilíbrio de um mundo que tem um desejo maior que a sua sede.
É assim que esse projeto perde a validade.
O esforço dos capitalistas por mais riqueza e poder para
alguns em detrimento de todos os outros encontra o seu ponto de absurdo.
Perde o sentido e a razão de ser um mandamento do mundo.
Fazer do capital mais capital, “regardless”, sem levar em
conta quem se tem de pisar, quem tem de, “cumply”, de se submeter, perder o
tempo da sua vida e da sua existência sendo quase escravo na sua dignidade,
vendendo o seu esforço profissional a baixo preço, alimentando se de uma ilusão
de liberdade.
O projeto do capitalismo como o conhecemos não faz sentido do
ponto de vista do absoluto.
A sua senda de domínio mundial e a sua tentativa de
aniquilação das democracias ocidentais (de cooperação conjunta e estado social)
é criminosa, tem de ser desqualificada e levada a juiz.
Até sociedades inteiras, neste momento, os Estados Unidos, divididos,
cegos perante uma ideia de América antiga e retrograda, uma idade de ouro que
foi prata, apelando a estratégias de bulling e brutalidade, de mentiras,
dissimulações, muitos negócios e esquemas de lucro, usos que já não deveriam
pertencer a este tempo, se deixam iludir com a validade de um caminho de castas
sociais.
Em certa medida tem de haver degraus, é verdade, o que
contesto são os degraus sem dignidade, que seres humanos tem de aceitar se
querem ter um mínimo de ordenado para ao fim do mês pagar as contas. Na sua
via, vista pelo nosso entendimento, o emprego indigno tira a dignidade à
própria vida da pessoa.
9) movimento extremo centro -
MEC
(reafirmar os valores do
equilíbrio)
a força dos valores do
centro
Partido do extremo centro
o mundo foi rasgado em dois, de
um lado há unidade coletiva na ideia de conquista mundial, são diferentes entre
si mas também são um entre todos e isso é o que lhes está a dar vantagem. Os
Partidos das ideias papagueadas da década de 30 do século XX. E em tempo de
extremos, apresento-vos o partido do extremo centro. Mostrar também os
hipotéticos extremos e potenciais ( soluções mais viáveis para aquela sequência
temporal).
Perante as 2 alternativas políticas fundamentais no presente
em termos de caminho que se escolhe nas suas consequências e nos seus
benefícios e nos seus efeitos secundários nocivos.
Temos 2 escolhas
- As ideologias pacóvias, ultrapassadas, ao nível do pensado
há 100 anos, de um provincianismo atroz, de um retrocesso absurdo. Vivemos hoje
um momento como em Termópilas e Plateias, e não morreram aqueles homens lá em
vão, eles defenderam a liberdade e a democracia perante a reação musculada de
um passado (domínio dos tiranos) que se recusava a dar lugar aos novos tempos.
Então esses tiveram de ser conquistados.
- As democracias dos valores ocidentais resistentes, a
Europa e o Canada.
A resposta dos nossos líderes: armarmo-nos até aos dentes, e
gastar o que temos e o que não temos em armamento e defesa. Voltar à lei do
faroeste, desta vez com bombas nucleares, com as realidades digitais e a IA.
2 quadros negros:
1)regimes dos papagueadores do passado, dos demagogos
tiranos.
2)países ocidentais, paralisados de medo do monstro gritam papai
NATO, mas ele já não esta ali como outrora, em vez de nos vir defender quer é
vender, fazer negócio, impõem-nos compra de armas, apresenta as suas propostas
alternativas ao gás russo.
Perante estes 2 cenários em janeiro e fevereiro vivi em
pesadelo acordado ao perceber-me de tudo isto. Depois, foi-se construindo a
ideia da como um renovar de votos da ONU. Esse nosso casamento entre os povos
foi de longe a melhor e maior conquista de todos os tempos.
o vórtice está do nosso lado – estamos
mais de acordo com o seu momento atual – a resposta deles é desadequada para o
que as coisas são. Resposta ultrapassada, não se adequa ao desenvolvimento
atual do vórtice
Partido extremo centro
O vórtice está do nosso lado, somos nós que apontamos
soluções para o momento presente do vórtice. As respostas deles, as suas
políticas e ideias são aplicáveis a um período anterior do vórtice. As suas
propostas são respostas ao passado, a um tempo que já passou, não ao presente.
afinar o motor social – está
desafinado – desalinhado
ideias: cidades replicas
assembleias sombra
Humanidade - Todas as pessoas que estimo, numa equipa comum,
para a resolução dos problemas fundamentais da realidade presente.
Humanidade de aba larga - ideologia pacóvia - humanidade
ideal – 3 alternativas.
Extremo Centro
Nestes tempos de extremos, partido de extremo centro. Mostrar
também as hipotéticas alternativas. Das potenciais soluções, apurar as mais
viáveis para resolver a problemática de determinado tempo.
Protagonista um da crise política da sociedade atual:
Os clones dos fascistas do passado.
Protagonista dois: os continuadores dos grandes humanos pós ww2, mas a sua
resposta, a sua reação aos tempos: armarmo-nos até aos dentes, gastar o que não
temos, resignar-nos perante o voltar à lei do far oeste.
Alternativa 3: LIS
Visão alternativa da paz perpétua 2.0 da Escola Idealista de
Lisboa:
Líderes adultos, responsáveis, com maturidade, abdicando das
maneiras de ser e de agir que são marcas de infantilidade: a mentira, o engano,
os esquemas, as agendas escondidas, os jogos de poder.
Renovar de votos da ONU, renovar de votos da grande e maior
conquista da humanidade na sua história, podermos viver num mundo de
cooperação, des legitimando todas as invasores e conquistas de território
estrangeiro pela força armada.
Proposta idealista da LIS
Acordo definitivo sobre as fronteiras mundiais
Artigo 5° extensível a todos os que o invocarem / art. 5º
mundial
Apenas necessário um exército mundial
Partido de extremo centro.
Partido sem nação, das pontes entre raças, religiões e
géneros, em alternativa aos dois fatalismos absurdos do presente.
Partido de extremo centro, em alternativa aos fascínios e aos
fascismos contemporâneos. Em alternativas às extremas esquerda e direita, uma
outra respostas às multidões ressentidas com o seu destino, que foram magoadas
sem contemplações, que o suportaram em última instância sozinhos, consigo
próprios. Aos descamisados, aos lutadores do dia a dia que conseguiram ainda
assim, manterem-se puros no coração.
Ter-se permitido a construção de um
Estado de uma única religião em pleno seculo XX também foi uma aberração, um anacronismo,
um erro histórico.
Assembleia dos Estados laicos - Câmara
alta - Senado dos Estados.
Assembleia dos Estados maiores-democracias
laicas.
Assembleia dos Estados menores.
Ideia de unidade planetária – IUP
A infância comunista - o comunismo na
infância em Platão.
Rejeitar o tacanho provincianismo iletrado, ou com instrução
insuficiente.
Educação em três segmentos: o técnico/ a pessoa (moral,
ética) (menor, maior)/ o cidadão
Maioridade reflexiva, pensar próprio, ética
Os consumidores soberanos.
Se os consumidores tomarem consciência que são eles que
tornam as empresas grandes ou não, tomamos conta da economia e escolhemos as
empresas que assinarem um acordo de universal care, e que fizerem cada negócio
com uma clausula inviolável de serem pessoas de bem.
O negócio ilícito perde validade.
Assembleia do povo que deveras
prossegue o caminho de se educar, aprimorar.
Assembleia dos humanos
esclarecidos, elucidados, capaz de critica e discordância, de seres que em
conjunto fizeram reflexões válidas para encontrar soluções viáveis para os seus
problemas complexos.
Assembleia dos cidadãos que se querem educar e
esclarecer.
Preenchida a partir da eleição popular feita nas redes
sociais.
São discutidos os assuntos na ordem do dia no parlamento político,
os programas dos governos eleitos, neste é parlamento social, uma camara feita
pelo povo, para esclarecer e elucidar o povo, onde se procuram soluções
alternativas mais viáveis.
Requisitos de Admissão
Know how – história
Pensar critico
Esclarecimento sobre os tempos presentes
Escola para formar:
Cidadania, irmandade entre humanos, individualidade,
coletividade, morais e éticas, e sua distinção dentro de determinadas
perspetivas.
SINTESE GERAL
E complementando este plano de paz, um outro, seria como um
renovar de votos do homem ocidental. O nosso primeiro casamento foi à ONU. Mas a ONU está velha. Já não queremos aquela mulher.
Queremos uma gaja nova. E então, a solução é um renovar de votos. E
novamente, aquela mulher de 70 anos, aquela aliança, aquela coisa que se fez
depois de 1945, que foi a coisa mais greatest, a maior conquista humana. Aquilo
que se fez em 1945 foi o apogeu do que de melhor o ser humano tem dentro do
coração. As sociedades que se construíram na Europa e os países nórdicos. E
como se tentou melhorar a vida das pessoas nos Estados Unidos. E como a vida
das pessoas melhorou nos Estados Unidos. O … após 1945 representa aquilo que
nós conseguimos ser de melhor ao longo de todos os tempos. Aquela, para ser uma
cultura em que os jovens vão para a rua gritar pela paz porque o podiam, porque
o podiam, porque o viviam em paz. Paz e amor também foi o homem ocidental. E a
paz e o amor advêm da concórdia, do construirmos juntos do plano Marshall, o
reconstruir a Europa, recuperar entre a Europa e os Estados Unidos o grande
bloco ocidental o que é que isso fez de nós. Até 2001 o homem ocidental era o
máximo. E depois foi atacado no seu âmago por causa dos seus pés de barro, por
causa da sua gula, do seu, como se dizia no filme Wall Street, por causa da
ganância. Em 2001, o ataque, em 2008, a queda. A partir daí, voltamos a 1930.
E tivemos de nos encontrar outra vez e encontramos outra vez
no meio desta porcaria toda. O regresso dos cavaleiros de armadura reluzente. O
brilho das armaduras a cegar as multidões. Os personagens e os demagogos a
dominarem as multidões e as eleições. Que anedota. Que é isto? É como se
tivéssemos inventado um comboio que anda sobre carris e os carris eram a
educação do povo. Mas a partir do momento que o povo deixou de estar educado já
não temos carris e o comboio não tem vias para avançar. Depois vamos para onde?
Só há duas soluções. Ou voltamos aos reis (por não nos sabemos governar e não
sabemos discernir para escolher quem melhor nos governa nestes moldes
representativos), ou temos de realmente saber educar-nos. Voltamos aos reis,
num retrocesso de seculos atrás, voltamos aos senhores, ou comprometemos
definitivamente em que temos que educar as pessoas. E a educação tem de
realmente fazer a diferença, os cidadãos têm que ser educados realmente. Não
para o consumo, não para serem felizes porque têm um cartão de crédito e têm
dinheiro na carteira e têm a liberdade de consumir, de comprar aquilo que
querem, não. Os cidadãos têm que saber escolher. Se não se sabem governar, ao
menos têm que saber escolher as pessoas certas. Não se podem deixar deslumbrar.
As pessoas não se podem deixar deslumbrar pelos políticos da armadura
reluzente. Não podem. E quando isso acontece o prognóstico é simples: as
pessoas não estão educadas, não sabem escolher, não se sabem governar. É como
um comboio sem carris. E aí a nossa sociedade cai por terra. Voltamos aos reis
e o nosso retrocesso é de 200, 300 anos.
O renovar de votos da ONU seria novamente sentarmos todos a
uma mesa, as nações, reconhecermos que não há legitimidade em tomar fronteiras
pela força.
Marcássemos para sempre e definitivo em definitivo ad eterno
como é que seriam as fronteiras deste planeta e aquelas que estão em discussão
não sairiam das discussões enquanto não terminassem, haviam de chegar a um
conclave, haviam de chegar a uma resolução de todas as reivindicações
fronteiriças para todos nos sentarmos assinarmos um artigo 5º mundial aquele
que evadisse um estava a evadir todos os outros.
Acabava-se com a guerra, acabava com as despesas em defesas
nacionais. Seria preciso apenas um exército, que defenderia as fronteiras de
todos para sempre, ad eterno. Mas como a humanidade é menor, vivemos em estado
infantil de dissimulação, de mentira, de esquema, de engano (são marcas de
infantilidade). E como, na altura que soubemos ser adultos, colocámos os pés no
chão e os políticos do homem ocidental, inicialmente, e muitos deles, foram
realmente o que eram. E quando os políticos deixam de ser o que são, humanos ao
serviço das suas comunidades, para mostrar a sua armadura reluzente e com isso
conquistar as multidões, é um grande passo para nos perdermos novamente. Por
isso, neste momento, o que falta à espécie humana é maturidade.
É uma infantilidade que se vê. Mentiras, mentiras, mentiras,
mentiras é a marca de infantilidade. Ninguém é maior enquanto não conseguir
assumir, olhar nos olhos e dizer: "Eu sou isto e não tenho medo de ser
quem sou. Não preciso de mentir." Isso é a maturidade. Poucos homens
tiveram, alguns na história tiveram, e foram aquilo que realmente acreditavam
sem andar com esquemas. E é o que falta neste mundo. Exatamente. Maturidade.
É um atestado de infantilidade aos nossos políticos, aos
nossos líderes, aos nossos... aos que nos conduzem. Porque não há adultos neste
mundo, somos governados por crianças grandes, pelos seus esquemas, pelas suas
mentiras, pelas suas marcas de infantilidade. Há crianças. O que eu vejo é
crianças. Rapazolas. Rapazolas. Falam, falam, como dizia o outro. “Falam,
falam…” E depois? Em 24 horas eu chegava lá e... Quantas 24 horas? Oh,
senhores. Ainda acreditamos em cavaleiros com armadura reluzente. O que é isto?
As nações, os povos, um concelho de segurança das religiões,
das principais, sempre em discussão contínua. Um concelho de segurança das
nações, uma Câmara das Nações Laicas e Democráticas, porque essas são as
câmaras superiores. Os povos que se governam a si próprios têm de ter a
capacidade de estar educados, e aqueles que não estão educados, não se podem
governar a si próprios. Percebe que neste momento a sociedade é composta por as
democracias e os reinos, porque ou pela força ou pela falta de argumentos,
ainda há muitos povos que vivem no regime dos reis. E os povos que conseguiram
libertar-se deles, essa foi a grande conquista. Primeiro os americanos, depois
os franceses, depois convergiram no homem ocidental.
O sistema dinamarquês em que se ensina onde é que estão as
coisas, em vez de pôr as coisas na cabeça das pessoas. Se aqui está aqui, está
ali. Aquilo está aqui. Se a pessoa souber onde está a informação, não precisa
tê-la na cabeça. Precisa saber onde é que ela está e sabe-la gerir, saber
pensar nela. Mais importante, saber trabalhar os dados. Ter os dados. Porque os
dados estão nas memórias virtuais e nos papéis. E nesses quadros, há uma elite
que têm educação e depois por razões económicas, por razões de sociedade, por
razões de Ivy Leagues, as faculdades serem mais importantes que as outras e dos
melhores estarem concentrados em certos núcleos,. Há grandes franjas da
população que não chega às universidades e o ensino que tem no secundário não é
de grande qualidade. Por causa disso é que as multidões se deixam levar pelos
cavalheiros das armaduras reluzentes. Só que, o que é triste também no meio
disto tudo é que eles, de novo, têm as redes sociais, é o que eles têm de novo.
Em termos de ideologia é uma coisa retrograda, ultrapassada, uma anacronia. É
uma coisa que já não faz parte deste tempo. Era um pensar revolucionário há 100
anos, por isso é que o José Manuel do Bigote os conseguiu seduzir.
Porque nunca tinha existido, e não sei quê, vai ser, agora, o
que nunca tinha sido feito e tentado, e a roldana e o papapa. E a grande massa
deseducada porque aqueles tempos tinham a mesma falha que nós, deixou-se
envolver por aquela armadura reluzente. E aqueles que ainda tinham alguma
educação e se quiseram opor foram silenciados à porrada. As brigadas do zé do
bigote, com os seus cassetetes souberam calar quem ainda teve discernimento
para ver quem eles eram e coragem para levantar a voz (naquela altura não havia
redes sociais, não havia telemóveis a filmar. E conseguiram daquela maneira.
Mas isto foi há 100 anos atrás. E enganaram as multidões uma vez. E agora,
porque neste momento vem aqui a mesma história. E o que me surpreende e o que
me deixa estúpido e completamente incrédulo é como é que, à segunda vez, se
deixam enganar outra vez.
Os processos são iguais. Tentativas de assassinato e rebentar
com o Reinstadt e os ataques que nos fazem.
Os esquemas deles são sempre os mesmos. E a ideologia é retrógrada,
completamente retrógrada, de há 100 anos atrás. Mas é um fascínio tal e
conseguem pôr aquela coisa a luzir de uma maneira que os espíritos que se
deixam levar...
ficam todos siderados naquilo e hipnotizados. Torna-se uma
coisa tipo futebol, cegamente, como dizia o Zé do Cabelo. Eu podia matar uma
pessoa lá no meio da rua que continuavam a apoiá-lo. Iam arranjar uma desculpa.
O que me sidra mais é isso. Como é que é possível termos
deixado uma coisa retrógrada, uma coisa de há 100 anos que, de novidade, não
tem nada, completamente anacrónica, completamente fora do nosso tempo. Como é
que se acha aquilo fascinante? Como é que uma coisa de há 100 anos... E a única
resposta que eu consegui obter foi porque não há uma terceira opção. As duas
opções é uma dá 70 e outra dá 100 anos, que são o homem de 1945, a ONU, e o
homem lá dos zé maneis dos fascistas. O que é extraordinário é como é que a
história se repete e como é que voltamos a cometer os mesmos erros. Não se
consegue cortar por terra. Primeiro, há muitos desses partidos e tudo que se
afirmam antidemocráticos. Então, se são antidemocráticos, nem poderiam
participar nas eleições. Se são antidemocráticos. Mas é inacreditável como é
que
S
Speaker
06:31
E pronto, a solução é essa. Como só há duas opções, uma
brilha muito, a outra tenta se apresentar como é, com os seus defeitos e com as
suas qualidades. E então aquela que brilha muito tenta fazer sobressair os
defeitos e fazer esquecer as qualidades do outro lado. E o que eu me proponho é
uma terceira opção. É não uma coisa de há 100 anos, não uma coisa de há 70, mas
uma coisa de hoje. Hoje, todos, sentados, determinamos, compramos a paz, para
sempre. As fronteiras definitivas. Um artigo 5º Mundial, um exército mundial e
a resolução de todos os conflitos territoriais. Para sempre selar as fronteiras
deste planeta é a terceira opção. Mas para isso já não podemos continuar a ser
crianças, nem a ser imaturos, nem a jogar com mentiras e com jogos e com esquemas
e com enganas e com lucro acima de tudo. 1945 foi cooperação, foi maturidade,
responsabilidade, foi um dar as mãos para nos reerguermos em conjunto. Não foi
agora cada um que se reergue por si, cada um que se levante por si. Não. Nós
demos todas as mãos para nos levantarmos. E isso foi o que de maior que
conseguimos, o máximo que o nosso ser humano, que a nossa humanidade conseguiu.
A maneira como demos as mãos e como reconstruímos as nossas sociedades e como
criámos as condições para o surgimento das sociedades dos países nórdicos da
Europa, a Noruega, a Dinamarca, a Suécia, e mesmo o Canada, o auge de tudo
aquilo que almejamos como povos. Aqueles motores, se fossem vistos como
motores, aquelas democracias foram os melhores e os mais bem afinados naquilo que
nos propusemos.
Aquele ideal e aquele sonho que tivemos das sociedades
modernas, com as sociedades com os pacotes sociais, as sociedades da
fraternidade e as sociedades de cuidar, cuidarmos todos uns dos outros. A
cooperação da União Europeia, da NATO, Estados Unidos, Europa. Isso é que nos
fez o máximo que nós fomos até agora.
Não foram as grandes conquistas, nem as grandes fortunas, nem
as grandes guerras, foi aquela união.
Por isso, o que se pede hoje é um reafirmar de tudo isso, um
renovar de votos da ONU, um traçar definitivo das fronteiras deste planeta, a
extensão do artigo 5º ao mundo, a criação do exército mundial . Comprávamos a
paz.
Um renovar de votos da ONU. Entre duas opções. Um mundo há
100 anos. Um mundo há 70 anos. Escolhermos o mundo de hoje. Escolhermos sermos
o homem ocidental. Novamente maduros. Novamente assumirmos quem somos.
Deixarmos de mentiras, de esquemas e de criancices, sermos homens, sermos
humanos, sermos responsáveis, sermos sérios. Só isso é que nos poderá salvar.
Sermos humanos. Esquecermos toda essa competitividade animal e o animal que
pensamos que temos dentro de nós e que é umas coisas que depois nos levam a
deixar de ser quem somos e deixar de sermos humanos para nos envolvermos
naquela luta desenfreada que temos que vencer a qualquer preço, perceber que
não é por causa disso que vivemos e não podemos ser arrastados para isso e
ficar cegos por isso.
O Verdadeiro ouro de tudo isto é, quando cooperamos uns com
os outros, quando conseguimos estabelecer as pontes, como naquele quadro de Van
Gogh, é o céu na Terra, as pontes são o céu. O que ele quis representar foi o
céu que chegava quando nós conseguimos estabelecer as coisas que nos ligam e as
coisas que nos fazem avançar em conjunto.
Quando conseguimos encontrar isso, todos ganham. E quando
todos ganhamos, é uma grande antítese da tese que dizem que para uns ganharem
outros têm que perder. Não. Há outra
maneira onde todos ganhamos, mas eles querem negar isso. Não, não. Uns
ganharem e outros têm que perder. Mas isso não é uma verdade universal. É uma
maneira de estar na vida. Para eu ganhar, outro tem que perder. Mas há outra
maneira de estar na vida. Por muito que eles neguem, que digam que é utópico,
idealista.
Não, foi provado após 1945, todos podemos ganhar. Esse é o
melhor de nós. É o nosso melhor ser. Nosso melhor humano. Aquele foi o melhor
humano de todos. Aqueles que conseguiram dar as mãos e se conseguiram reerguer
em conjunto. E nada, para mim, nada me vem desconvencer dessa convicção. Estou
convicto.
Mas acredito que o melhor de nós, o que aconteceu e o que nos
tornámos depois de 1945, acho que prova um bocado que este argumento tem uma
certa validade. Não há só uma maneira de estar na vida em que uns ganham é
outros perdem. Não, há uma maneira em que todos ganham.
Por isso, nesta proposta de compra da paz, todos ganhamos. Se
conseguimos ser adultos e ter a maturidade para nos sentar e assinar as
fronteiras definitivas, instituir um exército, e um artigo 5º mundial, podemos
ser felizes e acabar com as guerras. E talvez certos governos e certos
interesses não queiram isso, mas de certeza que os povos, os povos querem, os
povos do mundo querem, querem a paz, querem saber que o dinheiro que era para
comprar bombas desaparecem em 5 segundos, armamento desaparece em poucos mais
segundos, milhões que se esfumação no ar em menos de nada, seriam encaminhados
para hospitais, para escolas, para estradas, para transportes, para
desenvolvimento das sociedades e da felicidade das pessoas.
O segundo modelo do que se poderia fazer: criar cidades.
Cidades criadas a partir do modelo do apogeu das cidades nórdicas, da Noruega,
da Dinamarca, da Suécia. Pequenas cidades que se criariam aqui e ali para
tentar resolver o problema dos países superpovoados, como os Estados Unidos,
Brasil, Índia, China,
Certas cidades nesses países estão superpovoadas e pessoas a
mais do que conseguem provir. Uma das soluções seria criar cidades nos
desertos. Poderíamos criar as condições para fazer ali oásis. Comprávamos
parcelas de terreno e fazíamos cidades e cidades e cidades. Para quem quisesse
ir lá viver, cidades e cidades e cidades. Com o compromisso de irem para lá
para se educarem e para se tornarem melhores, maduros, verdadeiros seres
humanos. Assim, a utopia da Escola Idealista de Lisboa só resultaria se as pessoas
forem educadas. E se conseguirmos encontrar a maneira de saber escolher os
políticos, já que não nos sabemos governar diretamente, ao menos que eu saiba
escolher os políticos que melhor o conseguem por representação.
A culpa dos males do mundo é a ignorância. A culpa é de não
saber educar as pessoas. A culpa é de levar as pessoas ao desespero pelo
espezinhar que se lhes faz. Muitos dizem que a culpa morre sempre solteira, mas
a culpa para onde estamos a caminhar é nossa. Pusemos na mão dos cavaleiros das
armaduras reluzentes o destino dos Estados Unidos, como é que é possível?
Por isso, de dois mundos, das duas grandes opções politicas
neste mundo atual, nenhuma delas se apresenta como …, por isso apresento e
proponho uma terceira via, uma alternativa aos dois quadros trágicos que se
apresentam, por isso o humano ocidental se apresentasse como um terceiro.
E utopicamente, idealisticamente, como voz do absoluto e tudo
por aí adiante, este homem ocidental apresenta-se como o mais viável, a melhor
alternativa, o mais racional, o com mais responsabilidade, e só não consegue
ser o que é porque não há maturidade suficiente e a ética não chega àquele
nível porque nos enleamos nos fios de moralidades limitadas e anacrónicas.
Vive-se num estado moral e não se chega à ética. Enquanto não
conseguimos chegar lá, será isso o que somos e o que nos estamos a tornar.
Ovelhas, carneiros, deslumbrados pelo lustre e pelo brilho das armaduras
daqueles cavalos da demagogia. Só que me recuso a aceitar isso. Aceitar que uma
ideologia retrógrada há 100 anos, um anacronismo político seja o maior fascínio
dos dias de hoje. Não faz sentido nenhum. Não faz sentido nenhum.
Como é que se deixaram enganar uma vez e deixam-se enganar a
segunda vez? E ninguém reconhece que são os mesmos? Não conseguem reconhecer
que são os mesmos? É de quem não sabe história. Ou quem não a percebe. Por
isso, só adultos, só seres maiores e emancipados poderão aspirar a esta
terceira alternativa, a esta utopia. Mas se continuamos crianças, se
continuamos a deixar que a infantilidade governe este mundo, se os russos não
recuam na Ucrânia, se os oligarcas russos não recuam, e se os europeus não conseguem
aceitar, se o homem ocidental não consegue aceitar, as conquistas de território
pela força e a legitimidade disso, não sei o que o destino nos reserva, mas não
me parece que seja nada de bom. Uma guerra interminável, o saque dos cofres das
sociedades e dos países, e depois o que restar, no fim desses caminhos, será
uma nata dos mais favorecidos e o resto será de escombros. Sobrará a nata, pois
de uma guerra sobra a nata e os escombros.
Uma guerra mortífera leva milhões e milhões e milhões. E se
calhar é uma maneira de eles, quando começamos a ser demais, eles arranjam uma
guerra, acabam com os milhões, depois já há empregos para todos, já todos
fazemos falta outra vez. Voltam a recriar as coisas. Os que para eles são
dispensáveis vão todos à vida, ficam só os indispensáveis. Recomeçam tudo de
novo.
Por isso, a maturidade e a elevação ética é o que poderá
salvar o mundo. A infantilidade, o desejo desenfreado, a ânsia e o Wall Street
da ganância é o que poderão dar cabo dele.