Número 25
Fragmentos XXI
Boletim de Ideias Filosóficas
Revista Opúsculos
“Opúsculos sobre o Fim de Um Mundo”, revista não oficial de poesia, filosofia e religião, lançada em 2007 com a divisa, “esta é a minha verdade conta-me a tua” (desde o número 11 referenciada como “Boletim de Ideias Filosóficas”).
Ilustrada com quadros dos mestres, quadros de novos artistas, promessas desconhecidas, serigrafias, poesias, breves e profundas orações (só nos primeiros números consegui colocar as ilustrações).
Nos primeiros números, pequenos contos, textos, explorando ideias da filosofia. Outros números, foram trabalhos para determinada "cadeira" e que acho que tem validade como tijolo na construção e sistematização de uma tese geral.
Revista feita por alunos e estudantes de filosofia, nas suas páginas, os textos preliminares dos pretendentes na descoberta e edificação de um pensar próprio, revista dos audazes aprendizes, na disciplina de arquitetura da mente.
A revista não quer ser algo pomposo, nem se quer afirmar como detentora de qualquer verdade. Sustem-se na ideia aristotélica de arte na "Poética" aplicada à filosofia (acho que uma certa maneira foi o que Kant fez da filosofia, após o esclarecimento (na "Crítica da Razão Pura”), do que era ciência e de que a filosofia não o podia ser).
Fragmentos XXI - Filosofia das possibilidades
I
Em
vez de cooperarmos uns com os outros conseguiram convencer-nos que temos de
estar em competição todos contra todos, numa competição tão voraz, numa
exigência tão absurda, que temos todos de nos estimular com cafés, com tabaco,
com comprimidos, com seja o que for, para conseguirmos em nós o upgrade
necessário para nos sentirmos minimamente à altura da luta. Estamos embrenhados
numa competição completamente absurda e selvagem que não faz qualquer sentido
em termos sociais. Quem tem a P maior? As crianças líderes deste mundo brincam
às escondidas e aos jogos do engano. As massas que supostamente deveriam estar
elucidadas para escolher os melhores líderes estão completamente deseducadas e
limitam-se a escolher aqueles que melhor se sabem vender.
II
Continuamos
a rebentar bombas, mas não são bombas, é dinheiro que rebentamos, mais um
míssil, mais um milhão, de dinheiro que ainda temos de pagar, guerras a
crédito, estrangular as rotas comerciais até arruinar-mos a economia global com
dívida, com caos, com colapsos sociais. É isto que temos agora com que julgar
esses cavaleiros da armadura reluzente que tomaram conta e subverteram a
estrutura do poder nos EUA. Neutralizaram os contra-poderes que estabeleciam o
equilibro, colocaram todo o poder da nação nas mãos do presidente. Uma política
virada para negócios e lucros próprios, um colocar a desonestidade dos negócios
a gerir a coisa social e política, a sua incapacidade resolver as suas próprias
trapalhadas, como a guerra no estreito de Ormuz, na sua tendência para o
belicismo, para as guerras, para as armas, para o nós vs eles, para a
confrontação, para a discórdia em vez das pontes, para a discriminação, para o
bullying em vez da humanidade e fraternidade, a competição nacional em vez da
cooperação internacional.
III
VM:
é mais a ignorância que o desejo a causa do sofrimento humano
PG:
o desejo tem por causa a ignorância. Os dois são características ligadas ao ego
humano de forma indissociável.
VM:
sim, a ignorância é mais abrangente, o desejo é uma forma de ignorância, mas
não é apenas essa a forma que causa o sofrimento,
IV
IN THE NAME OF THEIR OWN
Parallel between Nazism and
Trumpism, or Trumpism, heir to Nazism.
In the name of their own,
anything goes, all atrocities and inhumanities, all violations of laws and
contempt for agreements and contracts between countries that allow us to live
together, are justified in their eyes.
In common:
Authoritarianism
Warmongering: they are bullying
and threatening nations (Greenland, Canada, Venezuela, Cuba, …) and drag us
into endless wars, they drag the world into abyss.
No respect for the lives of
ordinary citizens of other countries
No respect for the human dignity
of people
They did this in the past, it is
stamped with blood and horrific deaths of millions on the pages of history, and
we are seeing all the signs again today.
V
To arm ourselves to the teeth and
return to the law of the Wild West. This is the response from our actual
leaders; this is the path they show us. No one has the greatness to solve and
fix this.
We can look at this world and
thus point out two options: 1) the one mentioned above 2) hold a renewal of
votes at the UN with a worldwide referendum for all countries to choose: live
under the law of the Wild West or live with an international law, making a
definitive rectification of the borders and a new article establishing that
from then on any country that militarily attacks another is attacking all the
others and itself, and any government of that country loses legitimacy to
govern and the country has to go to elections. In this way, the fortunes spent
on defense can be directed towards development and sustainability, and national
armies will no longer be necessary, with defense being handed over to an
international army that will ensure compliance with this pact that can save us.
Perpetual Peace 2.0
To the conflicts of our days, our
leaders’ responses are:
Arm ourselves to the teeth by
spending what we don´t have and return to the far west law, now with nuclear
weapons.
There is an alternative, if we,
mankind, are courageous, responsible, adults, mature.
Perpetual Peace 2.0
1) A renewal of vows at the UN
(if 80 years ago human beings were adults and responsible with the creation of
the UN, but today we no longer recognize ourselves in agreements and contracts
signed so long ago, it is time to sit down at the table again and find bridges,
sign agreements and commit ourselves again with seriousness and responsibility
for the future of the planet and of everyone).
2) In this renewal of vows, a
definitive agreement would be established in terms of borders (the countries
would sit at the negotiating table and the meetings would not end until we
reached a definitive agreement on all borders, establishing once and for all
what belonged to one country and what belonged to another.
3) With this definitive agreement
regarding borders, an article would be established that would say the
following: from now on, any country that attacks another is attacking all the
others and itself (if this definitive agreement regarding borders were signed
by everyone).
4) The establishment of this
article would lead to the creation of a single international army that would
guarantee the inviolability of borders (this would lead to the dismantling of
national armies and astronomical savings in terms of military spending).
What would be saved in military
spending could be money that would be used for global development, for
education, health, for energy reform, to give a dignified life to everyone
regardless of color, nationality, creed, gender (betting on a great objective,
a common goal: human dignity and the preservation and respect for natural life;
to end the social and economic castes of alphas, betas, gammas and deltas, to
end the poor and have only two classes: the rich and the middle class).
What we need to see is the inner
human being, far than nationality, than color, gender, religion, ..., we all
human. So, instead fo thinking about the population of France, or USA, or
Germany, or China, or ..., let us think about the human population. What to do
with the many that can find a loyal nook to live lives with dignity?
What is happening today it's so
absurd and makes me so angry and sad. I look at human beings and I come to the
conclusion that after all we are nothing more than grown-up children (full of
signs of childishness: lies, games, schemes and secret agendas. If we were
really adults, mature and responsible we would not need any of this).
VI
A
necessidade de um "lord protector" of mankind.
O
erro de certos líderes é deixarem-se iludir pelo poder e pensar que este lhes
pertence, e que o cargo de rei, um que manda nos outros todos, está sempre ali
à espreita de uma oportunidade.
A
humanidade nunca poderá ter um rei, ou um imperador, todo o poder nas mãos de
um só, a longo prazo, nunca resultou.
Entre
a figura de um rei absoluto e a de um primeiro-ministro vai uma grande evolução
em termos de governação da coisa pública.
A
figura do lord protetor mundial é também num dos aspetos da sua razão de ser, o
garante que nunca ninguém vai ultrapassar aquele limiar, um só nunca nos vai
governar, ultrapassamos isso e não queremos voltar para trás, o lord protetor é
a última defesa contra alguém que queira tiranizar o mundo.
O
último escudo contra a tirania de um só. Um lord protetor, que tem como papel
principal, avaliar todas as opções e tentativas de resposta para problemas
globais, e aquelas soluções que geram 75% de consenso que são as melhores, são
adotadas. A democracia global, onde qualquer humano tem um voto. Cinquenta por
cento dos votos numa proposta ou resposta a um problema global, leva a que essa
proposta ganhe o direito de ser discutida. Se se chega com ela a um nível de
consenso mais elevado, então é uma proposta que deve ser adotada.
A
figura do lord protetor será o garante do funcionamento deste sistema de
escolhas para o futuro por parte da nossa espécie.
A
figura do lord protetor é a imagem de um número dois, que gere o reino, torna
possível a adoção das escolhas das maiorias qualificadas, das "agoras net
mundiais" e garantindo que nunca ninguém, nem ele próprio, se arroja
querer, uni persona, decidir os destinos de todos os outros.
VII
O
Canada e a Europa como os últimos estandartes de liberdade, democracia,
fraternidade universal.
A sebenta daqueles que defendem até ao fim do mundo, o modelo do estado mínimo, a selvajaria da iniciativa privada para resolver a economia, e o argumento das colossais fortunas como colunas que suportam tudo o resto, a sebenta daqueles que pensam que tudo se deve privatizar e transformar em negócio, têm na Europa e no Canada o seu contraditório, um amargo de boca que prova e mostra ao mundo, que viver em sociedades equilibradas é possível.
Tomados
todos como uma única espécie, como vão os economistas tratar o problema do
excesso de população humana? Ver as coisas nação a nação já não faz sentido! Os
fluxos migratórios das últimas décadas provam que o problema da população
humana tem de ter uma abordagem em termos gerais referenciada ao globo
terreste, uma visão macro no plano de analise e operações.
Cidades
nórdicas, cidades modelo. Cidades replicas, cópias das cidades modelo, com o
upgrade da autossustentação, e no meio do nada, nos ínfimos locais remotos
deste planeta, podem se projetar e construir essas cidades réplica, com uma
estrutura de emprego e ocupações definida à partida, e a cidade aceita
habitantes até essa rede de empregos e ocupações fique preenchida. Quem quiser
pode abandonar a sua cidade, desde que esta esteja na rede das sobre povoadas,
e candidatar-se a um lugar numa dessas cidades réplica a ser construida. Um movimento de grande
dispersão do ser humano pelo planeta, e a melhoria da saúde das megacidades
atuais.
VIII
Tanto
ênfase se dá a uma única condição, como se apenas uma condição fosse o
protagonista essencial no charco, caldo, evento, processo universal.
Tudo
o que dizem que Deus fez, ainda não está feito, está a fazer-se, e cabe ao ser
consciente concluir. Cabe-nos a nós, e estamos a esquivarmo-nos (descartar) à
nossa responsabilidade principal.
Como
espécie e como ser que ultrapassou (adicionou à equação animal a equação
racional) o nível primário de existência, cabe-nos a nós como ser consciente, a
maior de todas as obrigações: proteger e cuidar das coisas deste mundo (cuidar
do mundo). Cabe-nos a nós viver a vida e assumir as responsabilidades e
obrigações de sermos o ser com a consciência mais desenvolvida, viver a vida
que conhecemos como ser humano, vida humana que representa em si, uma das
maiores e mais grandiosas ofertas (presente) que o universo tem para dar.
A
única espécie que conseguiu existir a dois níveis (animal e racional), e para
lá disso, em certas condições, ao conseguir a simbiose perfeita entre os
extremos da sua equação, forçar a manifestação de um terceiro elemento.
Este
é o molde primordial de todas as dialéticas. E a dialética é o princípio de
toda a vida que tem na sua identidade o desenvolvimento processual.
Dois
extremos numa interação correta, leva ao surgimento de um terceiro, à
manifestação de uma deidade (um espírito) que unifica os dois que se opõem
inicialmente, num processo dialético de progressão e desenvolvimento. No caso
humano, a manifestação da divindade, do “espírito santo”.
IX
We pay, every day (with hours, with effort, with
fight), and this is what we got?
We pay, day by day, the right to exist.
The free world, born after 1945, is under attack! For
there is now a will that wants to take us back to the times when things were
ruled by the law of the bigger bully.
They are striking the last stand now, they are
striking Europe. The acceptance of the invasion of Ukraine by Russia, and the
acceptance that nations can take others territory by force, means stablish an
old way forbitten since 1945: We were never want to go back there, when there
was no international low. That time was a milestone for mankind, we can never
go back and cross that red line, we can never go back to what we were because
we all see, and we take the prove, that that way definitely has no viability.
That way is no way, that is the way of the interests of nation against nation,
instead of the way of cooperation between nations, that is a way to lose all
and everything. Back then, we all our skin was in the flesh, revolved by the
horror of what had just happened, that we decided, and in that moment, humanity
chose by great major, that we will never have it again. We will never take land
of another country by force. It was more reason than muscle, that brought us to
what we are today. The natural state of Hobbes was unviable way. That is a way
that led to the end of all of us.
We pay, and is that what we got?
Business to his greater good, gladiators torn apart at
a hi finance freak show, till the last man fights, with no regard for human
life. Has animals were, has lands were, has precious stones and rare metals
were, we, no high born, we are commodities as well. Like when we took the lands
and divided it for business. When we took the animals, the riches, the seas, we
take everything as if certain things don´t have a owner already. Through
generations after generations, we, like specie, were raised like that,
the strong prevails over the weak. But now we all saw where that way led.
There is a conjure of situations and events that lead
to the siege that was put on Europe. Invasions of foreign lands by armies and soldiers,
that was one thing that we thought was done for good. To allow this horror to
came back to the game again, it is to step down from the leader of evolution,
from the higher places we have as specie. It´s a came back, to a moment of us, when
we were no better than we are now, it was no better and it was much worse. Europe and the free world is under attack. War
in Ukraine, the expenses with defense astronomic rising, the money used raise
debt, lack of liquidity for maintain the social state disrupt the social, and,
check, people came to the streets, social instability through several countries
in Europe. Where are we going? What freaky kind of a road is this? We learn,
with the horror of the holocaust, the mistakes that can never be made: let that
kind of people get in charge of the future of all of us.
X
Os
humanos são seres dominantes sobre as outras espécies. Dizemos que
domesticamos, que somos amigos dos animais, mas toda esta nossa face espelha as
relações que fomos construindo com outras espécies.
“O
cavalo passou-se para o lado dos humanos” disseram os animais uns aos outros.
Submetemos o cão selvagem, a custo da coleira e do pau, disciplinamos aqueles
particulares que se tentavam rebelar, metemos os cavalos nas minas, nos barcos,
no fundo do mar. Criamos galinhas, coelhos e patos, comercializamos os porcos
para nosso gládio, as vacas para nossa substância.
No
mundo moderno tudo isso é mercadoria, algo com valor de mercado e com o qual
vamos fazer transações, negociar as vidas, fazer os negócios e construir as
grandes fortunas. Porque para alguns a graça de deus não é universal, só uns
pouco escolhidos a merecem. Mas como se sabe quem são os escolhidos?
Está
determinado (implicitamente) na maneira como vivemos a vida nos tempos atuais,
que é o fator económico, o sucesso pessoal, a distinção entre pares, que nos
garante o ticket para aquele autocarro dos eleitos. Quem estiver melhor na vida
em termos económicos, é que mostrou que é merecedor de tal distinção.
Quando
vos digo que todos somos eleitos, todos os seres humanos têm dentro de si a
semente da divindade, e todos temos também a semente da ruindade. E a maneira
como sabemos gerir essas duas avassaladoras forças dentro de nós é que vai
determinar quem somos. Eles querem dividir-nos com a cor da pele, com a
nacionalidade, com o género, com a religião.
Dividir
para reinar, submeter para ser servido, o imenso abismo entre as castas sociais
e económicas. Submetemos o mundo natural, assenhoreamo-nos das terras de África
e da América, das terras e dos seus recursos naturais.
Dominamos
o mundo à nossa volta, mas há uma tempo em temos de entender o estado de
natureza de Hobbes, todos contra todos sempre levará para a destruição e para o
caos. E aqueles que se afirmam como os guardiões da ordem, são os mesmo que tem
na sua génese a direção para estas maneiras de ser: nós contra eles,
nacionalismos exacerbados, os nossos interesses particulares acima de acordos
de benefício comum.
XI
We pay, and is that what we got?
They divided us, we are afraid of
the times, they say only they can protect us, but it´s all just rhetoric for
submission.
Only when the problem of the
human being will be approached in a way that involves all human beings, only then,
can we go forward and free ourselves from this dead end of our times.
When we take all mankind, when we
try to solve the problems of our world as one, instead of resolving the
problems of one nation by the cost of harming another.
There will be no more migratory
fluxes when people feal cared in his own countries. When the world addresses
problems in a global way ignoring divisions by borders, race, religion.
Till we still put the principal
focus on the race, man against man, nation against nation, we will be always
stuck in this loop. Who is the best? What for? For redemption? For salvation?
Salvation from what? From ourselves? The only way we can prevail and make this
world prevail is with cooperation and with bridges. I know where we came from,
an animal that survived by muscle and domain. But now, there is no way for that
now. We have change, there is another face of us, maybe the greatest of all. Has
a specie, we know what we have done, the horrors of history, and the greed of
men. We know what we were, and we know that we don´t want be that way no more.
We learn that we can change, we
learn that when we aim for the best of us, we start to become better. We can
change, for better or for worse. We become what we choose.
XII
When we feel trapped, and we
don´t see nowhere else to go, we are afraid, and from that fear, comes the
seduction of the order. Their great plan is to bring instability into societies,
and more instability, more fear and cry for order. Next on to the cry for order
comes the great pastor, the great savior, and the immaculate state of mind of a
circle of demigods, around that divine entity, all the emperors’ regimes come
to that. The shiny armor nights, the great pastors and all that crap, all that
talk about the one man above all others, with all the demagogy they can get, to
sell their lies and their disrupted worlds. For me, I think that our planet
will never have peace, as long as we were all rule by one above all others.
XIII
Estamos
presos a vanidades, como se nos tivéssemos esquecido que as realizações
particulares, tem valor nulo se não significarem nada para o grande absoluto
que, em si, tudo contém.
As
nossas realizações nada são se não contribuírem em grande para as realizações
coletivas. Há coisas, e pessoas, que tem um reflexo, uma influência numa perspetiva
global, e coisas que tem influência relativa (dentro de determinado leque
circunscrito à sua possibilidade).
Estamos
presos a processos relativos, de influências particulares, e esquecemos muitas
vezes os sonhos conjuntos de humanidade.
XIV
Defletor
físico da divindade, recetor físico da divindade: a divindade coabita em mim, a
divindade age através de mim.
Os
seres humanos emancipados, são os olhos e presença projetada do Criador neste
mundo.
Dentro
de determinadas circunstâncias, cumprido determinado algoritmo, quando estamos
na correta conexão, Deus faz de nós seu recetáculo para a manifestação do seu
avatar.
Quando
estamos na correta conexão, no algoritmo exato, o que satisfaz a necessidade que
aquela possibilidade manifesta, para se efetivar.
XV
Olho
a Física da LIS e vejo-a à frente deste tempo. Se só eu acreditar,
não tem qualquer valor.
A
partir da filosofia das possibilidades em Kant irrompeu o projeto do idealismo
XXI. Apresenta-se em narrativas escritas sobre antecipações do possível, uma
especulação sobre as possibilidades, não uma previsão, não uma profecia, mas
uma promessa.
Uma
exploração do pensamento, um mastigar da imaginação, numa dimensão quântica, na
medida em que a presença da consciência, a exigência de autenticidade da possibilidade/alternativa,
dá realidade e valida a existência das coisas.
Tudo
parte da possibilidade, as escolhas humanas e animais determinam os acontecimentos.
XVI
Filosofia das possibilidades.
Física
das coisas reais (Newton) ≠ Física das possibilidades do real.
A
Física dos potenciais, das potências efetivas.
Física
alicerçada intencionalmente nas possibilidades efetivas das coisas. Esta é a
Física da LIS.
A Escola Idealista de Lisboa - LIS - Idealismo XXI. Realidade ou utopia? Fabula ou poesia? A sua possibilidade, pode ser larga, pode ser estreita, mas tem de ser válida e, sendo válida, nalgum universo alternativo, pela força da sua possibilidade, fez-se real.
XVII
"Eu não sei, se hei de fugir, ou morder o anzol, [sem ti] já não há, nada de novo aqui."
Sem "ti" (a Liberdade, Humanidade, Fraternidade, Contrato Social, Lei Internacional), "já não há nada de novo aqui".
Sem ti, sem Humanidade, voltamos à barbarie animal, à lei do mais forte, voltamos à besta humana.
