Nº 18 - Fora da Caixa
Boletim de Ideias Filosóficas
Índice
Tempo Vertical
Dialética Quaternária
Aristóteles - Comentário de Citação Selecionada
Simbolística Lógica Alternativa
Tempo Vertical
Quando eu era criança, havia uma
linguagem em mim que falava sem palavras. Tinha um sentir profundo que
naturalmente abria para mim uma comunicação não verbal do mistério que é a
vida. Esse sentir expressava algo para além do que, pelos sentidos, e pelas
vias de apreensão normal eu não conseguia perceber. Além das palavras e dos
conceitos, que eu ainda não dominava, havia uma linguagem que falava por
imagens, por ideias, por emoções, comoções, que o meu espírito parecia
compreender e dialogar com; onde havia uma comunicação de ensinamentos, de
revelação, de desvelamento do profundo mistério da vida. Na altura ainda eu
conhecia poucas palavras, e nessa linguagem encontrei conforto e amparo
explicativo perante um mundo estranho, frio e pouco acolhedor. A criança
naturalmente sentia assim, depois crescemos e a maravilha do mundo torna-se uma
coisa habitual, normal, deixamos espontaneamente de ter aquele olhar, aquela
percepção, aquele estar ali mesmo, para nos envolvermos num quadro onde quase
sempre estamos alienados no que temos a fazer, no corre corre da vida, sem o
espanto da criança, onde só temos tempo para os pontos regulares, para a
superficialidade, sem aprofundamento, sem ligação ao eterno, sem visão.
Agora, no instante, o
meu espírito traduz automaticamente as minhas emoções e esse sentir de comunicação
(digamos também de comunhão com o todo) para conceitos sem que eu consiga ficar
naturalmente naquela linguagem. Hoje conheço as palavras, mas toda essa ligação
profunda se foi desvanecendo à medida que me fui tornando adulto e adquirindo
um olhar rotineiro perante a vida, onde as coisas são como são, como nos querem
fazer crer que são, onde tem de haver um esforço e uma disciplina para não
sucumbirmos perante o rotineiro e o habitual, para compreendermos que a
realidade tem camadas e camadas mais profundas que só conseguimos aceder se
rompermos o seu véu de Ísis. Hoje ligarmo-nos através de vislumbres momentâneos
perante paisagens ou acontecimentos importantes, ou pela disciplina dos exercícios
de introspeção e meditação.
Este
sentimento da veia do mundo, é um pulsar universal, que apreendendo profundamente o
tempo o suspende e lhe dá outro significado, o torna psicológico e onde se pode
sentir a eternidade num instante. Esse sentimento onde deixo de ser eu e me
torno uma gota no oceano cósmico, integrado no absoluto, em Brahman,
essa comunicação, este sentimento, que a tudo está ligado, que tudo sente em
si. Esse sentir que suspende a inevitabilidade do devir, que torna cada pulsão
de bater do coração universal um momento integrador de tudo, em tudo,
resolvendo-se finalmente todo o passado, presente e futuro num instante que
trespassa o momentâneo e se lança em todas as profundezas do ser sentindo em
todos os vértices e vórtices do que ele é, numa verticalidade do tempo (como no
tempo psicológico de S. Agostinho) para além da sua horizontalidade, onde ele
segue a linha contínua normal.
Aqui, na verticalidade do tempo -
tempo espiritual - há uma inclusão deste, como uma linha vertical que se
inscreve em cada ponto, em cada momento, da sua linha horizontal (decorrer do
tempo cronológico), verticalidade essa que lhe vai dar intensidade,
profundidade e ultra conteúdo para apreender o ser no sua mais mais intima e
significativa dimensão. Cada momento já não é um instante, é a plenitude, a
profundidade incomensurável do infinito, do infinitamente grande, e do
infinitamente pequeno da teoria quântica.
Aqui, na verticalidade do tempo,
naqueles momentos que atingidos na sua profundidade e radicalidade plena,
inauguram outra faceta do tempo. O tempo normal é a sua linha horizontal, mas esta visão
transporta-nos para o tempo vertical, que funda cada momento num tempo psicológico,
nos faz sentir que a duração temporal pode ser mais que o correr normal minuto
a minuto, como conhecemos o tempo. Cada segundo, cada momento equivale a uma
barra vertical que trespassa cada momento por uma profundidade sem limites.
Uma infinidade de ordenadas cravadas
na abcissa que se julgava única e fundamental. Ordenadas que vão dar profundidade e
infinitos significados a cada momento por mais efémero que ele seja, uma
correlação com o mais intimo conteúdo da realidade. Cada momento é único e
trespassa a vida no seu todo. Quando absorvo o mundo, eu diluo-me nele, na
verticalidade da linha do tempo, supero toda a superficialidade da vida, tudo ganha um
outro sentido, tudo é pleno de significados misteriosos, altíssimos, numa
ondulação de um ramo da árvore, numa leve brisa que passa, superando a ultra essência, sou
o todo, o ser do mundo.
Todo este mundo, um templo divino. A terra e o céu, o céu e a terra; Deus é o mundo e o mundo é Deus, tudo está interconectado. Ter essa percepção profunda de tudo o que se passa à nossa volta, onde o Ser se manifesta no tempo, num tempo para além do habitual, que se sente no mais intimo de nós e que envolve todo o universo. Não é o tempo normal, não é o tempo apressado, que se escoa, é mais um arrastar, um fixar os seus sensores até às entranhas do Ser e viver cada momento para além do que somos para o tempo horizontal. Para além das coisas físicas, sinto as energias cósmicas, o Ch´i, o Tao, o divino, o Espírito Santo, que impregna o meu corpo, que me invade e inunda, dilui o meu eu, até à consciência sem consciência, até à volúpia de uma realidade maior, até ao salto para além do tempo como nos foi dado a conhecer. Num desses momentos verticais, em cada ponto da linha horizontal, onde cada momento que se expande, nos eleva para além do que somos como singular e nos absorve na grande veia universal, no grande processo dos acontecimentos cósmicos.
Estou na praça Marquês de
Pombal, vejo os veículos a passar, mas eles não estão simplesmente a passar,
sinto o pulsar da vida em cada um deles, no murmúrio do trânsito, no burburinho
da cidade, em cada pessoa, em cada árvore, em cada momento. Cada instante não é
apenas um instante de superficialidade, cada ruído, um pulsar perspicaz que
supera a necessidade, do inevitável passar do tempo, que domina a correria do
dia a dia, olhar para tudo de outra maneira, uma forma onde tudo acontece ao
mesmo tempo. Os carros passam, as funcionárias municipais estão com os
sopradores e com os aspiradores a limpar as folhas de outono, as pessoas andam,
apressadas, uns turistas com a sua calma, desfasados da rotina urgente do dia a
dia, a tentarem apreciar tudo, os prédios inertes, como testemunhas, a estátua
do marquês, soberba, marcando a sua época e o tempo, lançando as pontes para o
futuro, para este século XXI, onde tudo parece correr depressa.
Quando paramos, olhamos vemos que o
tempo pode ter verticalidade intrincada em cada momento da sua linha
horizontal, onde cada instante pode conter em si uma amostra da eternidade.
Vemos que futuro, passado e presente podem ser, estão presentes já aqui,
tudo o que foi, tudo o que será, neste instante, onde se absorve o cosmos, onde
não se renega nada, onde se vê tudo passar e não se vai atrás de nada,
simplesmente estamos a ser, onde a minha consciência se integra no cosmos, o
liga ao meu espirito, à minha alma, e sinto essa veia, esse pulsar do mundo,
este bater contínuo, que tudo movimenta, tudo agita, nos lança desesperados na
corrida desta vida, mas quando olhamos profundamente, vemos que, para além de
todo este turbilhão da aparência e do ruído, há uma calma e uma serenidade que
estão num outro nível obscuro e quase insondável, existe um pulsar solene de
algo mais, algo que não conseguimos compreender por palavras, mas que nos faz
sentir a dimensão do mundo e a grandeza da alma.
Dialética Quaternária
Não somos nós, é algo que
transportamos em nós. Nem é o ser humano indivíduo, nem é o ser humano
coletivo. É algo que o espirito comum transporta dentro de si.
O despertar dum longo e dogmático sono
digital. O que as aulas de Filosofia em Portugal foram para mim. O método lectio
divina - As quatro partes de uma dialética ou a dialética em quatro
partes. O quarto momento faz a síntese[1].
Lectio, meditatio, oratio. Três momentos de desenvolvimento,
pensamento discursivo, circunscrito. O quarto momento, contemplatio,
momento de captação, capta os três primeiros e sintetiza-os, ultrapassa-os. Comtemplatio,
do sentido original ao sentido que lhe estou a dar neste momento. O quarto
momento de uma unidade dialética, que pode ter três, quatro, … .Ler, pensar,
discursar, tudo ainda são palavras, palavras e conceitos limitados na sua
determinação.
O quarto momento faz a síntese dos três
anteriores. É um estar ali, ser, existir. Leio, penso, falo, e ao mesmo tempo,
não estou a fazer isso. O meu cérebro e o meu pensar dissociados do meu ser aí.
É ver realmente, primeiro os três passos, depois a “analise”, a visão fora do
universo conceptual. Como se o mundo inteligível tivesse outros níveis que não
apenas o discurso conceptual, outras linguagens, outro logos, e num
outro espaço, uma outra linguagem sem palavras, possa estar a ser proferida e
entendida. Ver realmente, ver como antes estávamos a olhar novamente as sombras
na caverna. Todos os discursos, todas as construções intelectuais ficaram
sempre aquém do grande quadro, do que as coisas realmente são. Posso serenar o
espírito, contemplatio, preparar o espírito, crescer, evoluir,
consciencializar, abrir a mente para uma maior compreensão.
O quarto momento é o início e o fim de cada aula. O quarto momento é o veiculo para entender, compreender. Um deixar passar por nós, leituras, pensamentos, discursos. Não lutar contra isso, mas também não ir atrás disso, como numa berma de uma estrada, a ver indiferente o trafego urbano, posso serenar o espírito fazendo meditação. Preparar o espírito para crescer, para evoluir. Refinar a minha analise, o meu pensar, cultivar a imaginação e a tentativa de resolução de unidades dialéticas. Forçar as teses, ouvir as contrárias, elaborar os métodos construtivos e criar novas sínteses. Unidades dialéticas de três, quatro momentos. Queremos construir sínteses, perante as nossas antagónicas necessitamos dessa conciliação. Algo que nos dê paz à mente, nos serene o pensamento, nos abra os sensores para podermos receber a vida, e para a saber viver.
Transportamos algo
Ser deus e não ser o absoluto. Deus é apenas
uma corda estendida, entre o ser humano e o infinito. "Dues" - deus é
apenas um ponto de passagem.
Algo há, para além disso e das nossas
vidas, para além desta realidade de aparências, do jogo de Maya, do carnaval
contemporâneo. Algo há para além do sensível platónico, mas também para além do
seu mundo das ideias, algo que aponta para uma superação dos conceitos ainda
definidos, limitados, circunscritos.
Aquilo para o qual tudo aponta nas tradições
religiosas e filosóficas, uma superação de algo que em certa altura pôde ser o
sublime, o inteligível, o maior e mais esclarecido espirito. Na escala do tempo
e da eternidade, cada atualização tem a sua validade, assim como cada
paradigma científico, cada perspetiva de explicação do todo é apenas uma
perspetiva, apenas uma explicação momentânea, apenas um passo mais, dado na
medida que o desenvolvimento das mentes pôde entender. Passam-se a ver as
teorias como perspetivas, como explicações circunscritas a determinada era
histórica. A consciência evolui na medida em que as mentes o podem entender e
sustentar.
Depois com a espiral de Antero e o
caminho de atualizações de Bahá’í, percebe-se, há algo de profundo na alma, há
algo de sagrado, infinito, eterno, misterioso, que intimida. Transportamos
algo. Cada religião, cada filosofia de vanguarda, cada avatar, um momento do
nosso desenvolvimento inteligível, espiritual e material. Desenvolvimento
como ser integral, como consciência, e para além dela. O ato que se fez da potência infinita,
como o rasgão de António Ramos Rosa, como o caos de Anaximandro, num
clamor onde todas as partes são unas, agem em conjunto, levam ao grande meio
dia de Nietzsche. Lá se poderá dar o esclarecimento e cumprimento do mundo.
O ser humano tem dentro de si um deus
que se desconhece como tal. Transportamos algo, seja a luz divina, seja a nossa
natureza mais profunda, seja sem limite, ou para lá de nós próprios.
Talvez consciência coletiva, talvez
alma comum, no fundo do nosso ser, está o infinito, o sem fundo, a imensa
possibilidade, a imaginação e a nossa capacidade criativa como limite. A física
quântica, e ou, manipulação da matéria que transforma água em vinho, Buda que
faz levitação e o sentido é ultrapassar tudo isto. Todo este baile conceptual,
todo este baile, Espinosa e a amputação que faz a determinação.
Transportamos algo. Não o conseguimos
exprimir, vamos por tentativas através das eras da história, e da evolução do
pensamento para a consciência. Para além disso numa realidade sem fronteiras,
onde tudo se dilui num caldo sem indivíduos, no uno, no ser, e para além dele,
para além do que quer que ele seja, ou possa vir a ser.
“Um dia quebrarei todas as pontes…"[2]
A corda estendida, entre o ser humano e
o infinito, deixa de ser corda, deixa de ser passagem (ponte), para se
efetivar de facto. “Um dia…”, tom profético. “E calma subirei até às
fontes."[3] Calmo subiremos
até às fontes, a elevação de um pressupõe a evolução do universo, Teoria do
Caos, o bater das azas de uma borboleta e a tempestade muito longe. Irei até ao início, que é o fim, e o
recomeço. Simbologia da serpente, da renovação, da atualização, do upgrade
universal da consciência. Simbologia da espiral de Antero, e da atualização do
espirito hegeliano. “Irei até às fontes onde mora a plenitude…"[4]
O canto surdo de uma ave que se esconde na paisagem entreaberta e livre de ilusão, disfarce de um mundo atípico, onde sombras caminham de mãos dadas com silêncios frustrados, outra margem, para todo o intento que se quer livrar da dor, outro caminho para um nada que te dá todo o esplendor, outra viagem, no trilho dos mortais.
Avisto já um mundo novo, já contemplei
para lá das estrelas. Naquele dia todo o meu pavor se fundiu no pó dos astros,
e na demanda para além do que é de facto. Um silencio, um sorriso, um toque de
mãos intencional, um olhar no profundo mistério da eternidade, e um abraço com
todo o infinito.
[1]
Enquanto a
unidade dialética de três elementos funciona com síntese entre opostos, a
unidade dialética da lectio divina, a sua síntese, não é uma unificação
/ conciliação de contrários, mas uma síntese sobre um método construtivo. Temos
a dialética hegeliana, a dialética de Heraclito, e podemos ter dialética sem
ser oposição de contrários gerando sínteses. Um método construtivo onde no
final atue uma síntese é também uma unidade dialética.
[2]
Sophia de Mello
Breyner Andresen, “As Fontes”, Poesia I.
[3]
Sophia de Mello
Breyner Andresen, Ibidem
[4]
Sophia de Mello
Breyner Andresen, Ibidem
Aristóteles - Comentário de Citação Selecionada
“Pelo exposto se torna óbvio que a função
do poeta não é contar o que aconteceu mas aquilo que poderia acontecer, o que é
possível, de acordo com o princípio da verosimilhança e da necessidade.”[1]
Em Aristóteles
como em Platão a arte é mimese, no entanto para Platão esta era simples imitação
do mundo sensível, sem valor cognitivo, e o critério de avaliação entre boa e má
arte provinha da sua semelhança com o real. Enquanto para Platão o critério
para avaliar a arte era a verdade, para Aristóteles os critérios são o possível,
o verosímil e o necessário. Na poesia interessa construir um enredo[2] com coerência,
sentido interno, sem partes irracionais, verosímil e com ordem necessária entre
as suas partes. Não é fundamental que seja verdade, desde que cumpra com os
princípios de necessidade e verosimilhança. Uma narrativa onde uma ação se
suceda a outra não apenas porque uma vem a seguir a outra, mas porque a
anterior implica a seguinte, e sendo implicada pela anterior há necessidade no
seu aparecimento. Este encadear lógico de uma ação que sucede a outra, e que a
sucede como que realizando em ato o que já estava na anterior em potência,
expressa o esquema aristotélico de ato e potência, que Aristóteles transpõe da
sua metafísica para o seu estudo sobre a arte. Não basta um encadear lógico de
uma ação que se sucede a outra (leis de causalidade), tem de haver
verosimilhança (leis que vêm das tendências gerais, dos modelos do
comportamento humano) na estrutura da obra, tem de haver plausibilidade, tem de
haver uma coerência interna que lhe abra a possibilidade de ser aceite, senão
como real, pelo menos como possível.
Aristóteles
abre a porta para que a arte possa ser mais que uma simples imitação do real.
Pode ser imitação do real como as coisas “…eram ou são realmente, ou como dizem
e parecem, ou como deviam ser.”[3] Por um lado não tem a visão platónica que a
arte apenas capta o mundo sensível, Aristóteles aponta já para a captação dos
universais na obra artística; por outro, para além do que existe em ato na
realidade, há a potência do que poderia existir, e é aqui que se abre a porta
para a ficção, para o que poderia ter acontecido. Segundo Aristóteles a arte
imita os entes possíveis. A obra de arte realiza em ato potências latentes. O
artista, seguindo os princípios de necessidade e verosimilhança pode olhar para
uma certa potência (ainda não efetivada na realidade), uma certa possibilidade
e construir a partir dai um enredo coerente, plausível, sem partes irracionais,
atualizando uma potência latente, cria algo novo, materializa em ato na
realidade uma potência que ainda não tinha sido atualizada. Ao manifestar algo
nos particulares que os transcende a poesia[4] produz novos
singulares e expressa neles os universais.
[1]
Aristóteles, Poética,
1451a
[2]
Aristóteles vê nos
enredos da poesia um meio para educar as emoções, onde por meio da ação são
expressos os princípios éticos exemplares que vão servir para o crescimento e
evolução dos gregos. A ação constrói o caracter, e muitas vezes, como nos
livros ou nos filmes do nosso tempo, vivem-se experiências que nos fazem
crescer, enriquecem sem que tenhamos sido nós a passar por elas diretamente. O
artista tem responsabilidade ética, deve expressar verdades universais a partir
de factos singulares, pelo exemplo na ação, sem serem princípios absolutos,
mas lidos num enquadramento espaço temporal. Com tal educação percebe-se que a
boa resposta ética será a que melhor se adaptar às circunstâncias. A mimese terá
assim um valor ético mas também cognitivo, uma vez que permite distinguir os
aspetos universais dos singulares.
[3]
Aristóteles, Poética,
1460b
[4] Para Aristóteles
a poesia é mais filosófica que a história. Distingue-se da história no sentido
em que a história narra o que aconteceu, e lida assim com factos particulares,
enquanto a poesia, ao relatar possibilidades, o que poderia acontecer, narra os
factos possíveis e faz, através da ação, acentuar nos casos particulares as
tendências gerais do comportamento humano, tendo assim maior vocação para o
universal.
Simbolística Lógica Alternativa
Lógica Aristotélica












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