Nº 15 - Clive Bell
Ecos da Harmonia Celestial
Boletim de Ideias Filosóficas
Revista Opúsculos
“Opúsculos
sobre o Fim de Um Mundo”, revista não oficial de poesia, filosofia e religião, lançada
em 2007 com a divisa, “esta é a minha verdade conta-me a tua” (desde o número
11 referenciada como “Boletim de Ideias Filosóficas”).
Ilustrada com quadros dos mestres, quadros de novos artistas, promessas
desconhecidas, serigrafias, poesias, breves e profundas orações (só nos
primeiros números consegui colocar as ilustrações).
Nos primeiros números, pequenos contos, textos, explorando ideias da
filosofia. Outros números, foram trabalhos para determinada cadeira e que acho
que tem validade como tijolo na construção e sistematização de uma tese geral.
Revista feita por alunos e estudantes de filosofia, nas suas páginas, os
textos preliminares dos pretendentes na descoberta e edificação de um pensar
próprio, revista dos audazes aprendizes na disciplina da arquitetura da mente.
A revista não quer ser algo pomposo, nem se quer afirmar como detentora de
qualquer verdade. Sustem-se na ideia aristotélica de arte na
"Poética" aplicada à filosofia (acho que uma certa maneira foi o que
Kant fez da filosofia, após o esclarecimento (na "Crítica da Razão Pura”),
do que era ciência e de que a filosofia não o podia ser).
Assim, seja na pintura, na escultura, na poesia ou na música, a arte não tem outra função a não ser o de afastar os símbolos úteis, em termos práticos, assim como as generalidades convencionais e sociais, numa palavra, tudo o que nos mascara a realidade, para nos pôr face-a-face com a própria realidade.
Bergson - O Riso
Clive Bell
O Omnipresente Ritmo que Participa em Todas as Coisas
Índice
1) Introdução
2) Um vislumbre de algo mais
3) A resolução de um problema
4) A arte como manifestação da realidade em si
5) Emancipação Ética
6) A recompensa para os verdadeiros amantes do absoluto
1) Introdução
Neste trabalho e da leitura que fiz dos
textos A Hipótese Estética e A Hipótese Metafísica apresentadas
no livro Arte de Clive Bell, pretendo relacionar as suas ideias na
perspetiva de que a arte, afirmando-se como forma significante, nos leva pela
contemplação, da emoção estética, a um êxtase que transporta o ser humano para
bons estados de espirito, para uma emancipação ética. Através da arte, olhamos
o mundo como ele realmente é, não como meio ou instrumento para a resolução dos
nossos interesses, mas como um fim em si. Através da arte o ser humano atinge
um outro patamar, um supra mundo mais real, mais pleno, mais verdadeiro, onde
para além do desenvolvimento que a arte promove no mundo e na realidade, se dá também
o progresso e a elevação dos indivíduos.
2) Um vislumbre de algo mais
Num nível de sensibilidade primária
tomamos um mundo de fenómenos, de versões subjetivas do que as coisas
realmente são. A arte torna possível outra vivência, uma existência mais
satisfatória, mais plena, uma alternativa ontológica[1]. Conquista-se uma outra dimensão, numa
perspetiva mais elevada. Por uma emoção impar, somos levados como indivíduos
do mundo físico para um nível ultra espiritual. A arte consegue transportar o
ser humano para uma realidade superior, através de um processo, onde o artista,
como pioneiro, como um profeta da verdade, vê antecipadamente a realidade como
ela é.[2] Assim, a arte não é algo amorfo, ou um
outro tipo de saber, a arte é para além disso uma vivência numa realidade
paralela, suprema. Extrapolando um pouco as ideias que Bell apresenta na Hipótese
Metafísica, podemos (numa perspetiva hegeliana) afirmar que através da
arte se dá a manifestação do grande todo, que o absoluto se revela na sua
presença plena. Segundo Bell, uma profunda emoção estética leva-nos a um êxtase,
e o que sentimos, para quem o consegue sentir com uma sensibilidade apurada, é como
um presente, como uma recompensa. Há uma recompensa, para os verdadeiros
amantes do absoluto.
3) A resolução de um problema
Do êxtase de um espectador perante a
realidade, no artista, munido de uma sensibilidade apurada, emerge uma emoção
especial,[3] acompanhada de um problema para
resolver.[4] Um artista tem perante a realidade a
mesma emoção que o esteta tem perante uma obra de arte, porque o artista vê a
realidade como coisa em si, como finalidade e não como meio para. No artista,
perante visões de uma realidade plena, um problema emerge na sua mente. Algo
que ele vai ter de resolver. Como se estivesse grávido, daquela gravidez que Sócrates
falava. Algo quer irromper, algo tem de vier à realidade, ganhar consubstancia
corpórea. E o artista parte na procura das formas, nas maneiras, nas possibilidades
de resolver o problema.[5] Vê o mundo com os olhos de um visionário,
de um perscrutador das verdadeiras formas do real, recolhe da realidade o que
ela realmente é.[6] Procura até aplicar aquela forma que se
adequa perfeitamente, que resolve o problema. Ao procurar resolver o problema
encontra a forma suprema, a forma significante, a forma sublime. Isso é a arte.
Esse é o critério,[7] o que torna algo arte é revelar a
qualquer indivíduo uma sua face onde está expressa a sua forma sublime. O
objetivo do artista não é ir à procura da forma significante, mas sim resolver um problema. Quando tem
algo profundo dentro de si o artista deita mãos á obra,[8] o seu problema é querer fazer passar
realmente aquilo que é. Antes que todos os outros o tenham visto, pelos olhos
da forma magnifica, que ele soube colocar numa peça, a expressão da realidade última.
4)
A arte como manifestação da realidade em si
Tudo é manifestação de um númeno, de uma
realidade em si. Ao nível da sensibilidade o que apreendemos é um mundo de fenómenos.
Nas coisas deste mundo, na manifestação das suas formas sensíveis, temos fenómenos,
um mundo de aparências, uma coisa superficial. Tudo o que nos vem da realidade
são fenómenos. Com eles construímos a nossa visão das coisas, a nossa imagem, a
imagem que cada um faz da realidade, em Kant, e nunca a realidade em si. No pós
Kant, no campo da filosofia, o idealismo alemão desconsidera o fenómeno de
Kant. Tudo é númeno, o que aparece é a própria coisa em si. Em Bell, podemos
considerar essas duas perspetivas. Uma aparência corriqueira de todas as
coisas e a apreensão de algo mais profundo através da emoção estética.[9] Através da arte se consegue ultrapassar
a cisão ontológica kantiana.[10] Bell afirma a possibilidade de integração,
de transporte para um mundo próprio,[11] para uma outra dimensão, onde a
realidade se manifesta tal qual é. Através da arte dá-se o acesso à realidade
em si, ao mundo das ideias pleno perante a nossa sensibilidade.
5) Emancipação Ética
Cumprindo aquele critério, na resolução
do problema do artista, o que ele oferece para ser contemplado, se revelar
aquela forma, aquele profundo significado, então é arte. Visão do absoluto,[12] do verdadeiro, ou pelo menos de um mundo
mais pleno, menos corrompido, menos cruel, menos brutal do que ele realmente é em
certas faces do seu ser, aquele mundo que às vezes tentamos esquecer. O que
Bell preconiza é também uma fuga da realidade, uma evasão para as ilhas
afortunadas. Um Olimpo virtual onde por momentos nos libertamos das agruras
desta vida, e sentimos um bem estar pleno, que nos leva ao melhor de nós, na
ultrapassagem dos “insignificantes” conflitos mundanos.[13]
Um reencontro consigo próprio na verdade
de si mesmo. Não aquelas aparências e manifestações efémeras das coisas do dia
a dia que estão sempre a mudar. Através da arte e dá-se uma elevação ética no
ser humano.[14] A arte transporta-nos para bons estados
de espírito. Uma ultrapassagem das morais e das regras das coletividades, na
afirmação e emancipação dos indivíduos.[15] Um valor que vem de dentro de cada um,
superando os cânones que nos impõem de fora, está na tal sensibilidade apurada
a possibilidade de sentir a emoção estética, ser levado ao êxtase, e fazer toda
esta “dialética ascendente”, todo este processo de desenvolvimento. Uma
procura par lá do devir de Heraclito, para lá do circunstancial, a procura por
algo perene, algo que trespassa o espaço e o tempo, que se afirma agora e para
todo o sempre. Uma procura por algo que permaneça.[16]
Na arte se encontra uma certa verdade
celestial, uma imortal força viva que, como utopia, como ideal, nos aquece a alma e fortalece o espírito,
ajuda a ultrapassar as dificuldades de um árduo dia a dia. A arte é aquela
libertação, o poder ter ali um escape, uma opção cada vez que for necessário,
numa visão da plenitude, de que há um sentido superior a todas as nossas lutas
cotidianas. Para além disso, há uma manifestação plena do nós próprios. Através
da arte chegamos às coisas em si e por esse trilho, chegamos também ao nosso
verdadeiro ser, à revelação de nós próprios. Em Hegel a arte era a imagem que o
espirito forma de si próprio, um dos modos do autoconhecimento do espirito, em
Bell, é também um autoconhecimento, um desenvolvimento da progressão individual
de cada esteta.
6)
A recompensa para os verdadeiros amantes do absoluto
Através da arte o esteta tem acesso a
sentir o pulsar do mundo. Uma veia cósmica de fluidos etéreos que através da
emoção estética percorre todo o nosso ser, nos provoca arrepios na espinha e
nos leva a um êxtase onde nos sentimos elevados acima do fluxo da vida.[17] Tudo isto, para além de nos fascinar,
também nos assusta. A visão do sublime kantiano, o emergir de uma força
(sagrada, misteriosa, imensa) que nem sempre se manifesta. A arte desperta um
outro lado do nosso ser. A revelação de uma outra face, de uma profundidade
escondida, de um abismo. A arte é também o desvendar, o revelar desse abismo.[18] Quando o divino acorda em nós, quando
nos tornamos avatares de um poder superior, quando nos entregamos à vida, somos
um com ela. Desligamo-nos das nossas pequenas lutas e objetivos particulares
para nos integrarmos numa verdade plena.[19] Ao abraçar o mundo, somos abraçados por
ele, o mundo abraça-nos de volta, e somos um com o absoluto. Como as mónadas de
Leibniz, profundos em nós mesmos e profundos na ligação com todas as coisas, não
instrumentalizamos o mundo, ligados pela fonte, pela arte, veiculo do absoluto
pleno, ligados pela vontade em si, que o artista consegue captar e transmitir.
E é assim revelada a experiência mais
plena da existência, um outro estado, num outro lado da existência, não feita
de todas estas falsas aparências, mas de algo real, eterno, imortal.[20] E tudo isso trespassa dos artistas para
os estetas através da forma sublime. Transmitimos uns aos outros a verdadeira
face das coisas, e com isso transcendemos os nossos preconceitos e os nosso
saberes feitos para ficarmos disponíveis para conceitos mais abrangentes, mais
reais, mais próximo do que as coisas são ou deveriam ser. Cada um que se
entrega aquela contemplação, aquela descoberta, cresce com a arte. Um
crescimento do indivíduo,[21] um aperfeiçoamento constante, no ideal
de um mundo pleno. O desenvolvimento, o vislumbre do que é a verdadeira luz,
transporta o ser humano para bons estados de espírito, para o melhor de si próprio.
A Hipótese Metafísica de Clive Bell é como uma utopia de um mundo ideal,
que podemos sobrepor a este, quando este se torna demasiado frio. Ali, na arte,
na cultura, teremos sempre o conforto, o aconchego de uma vivência plena, sob a
perspetiva do ideal de Moore,[22] onde o que de mais valioso que
conhecemos são certos estados de espírito que se traduzem no prazer do convívio
com o outro, e na partilha do encontro com o Ser.
Bibliografia
Bell, Clive, Arte, (1914), Lisboa, Edições Texto & Grafia, 2009
Bell, Clive, A Hipótese Estética, in O que é a Arte? A Perspectiva Analítica, Org. Carmo d’Orey, Dinalivro: Lisboa, 2007
Carroll, Noel, Filosofia da Arte, Lisboa, Edições Texto & Grafia, 2010
Warburton, Nigel, O Que é a Arte?, Lisboa, Editorial Bizâncio, 2007
[1] “O que tenho a dizer é isto: o filosofo arrebatado, e a
pessoa que contempla uma obra de arte, habitam um mundo detentor de um intenso
e singular significado próprio. Esse significado não está relacionado com o
significado da vida. Nesse mundo, não há lugar para as emoções da vida. É um
mundo com emoções próprias.” Clive Bell, A Hipótese Estética, in O
Que É A Arte? A Perspectiva Analítica, Org. Carmo d’Orey, Dinalivro:
Lisboa, 2007, p. 41 e 42
[2] “[…] percepciona-os como formas puras em determinada relação
umas com as outras e é nesse sentido que elas o emocionam.” Clive Bell, Arte,
Lisboa, Edições Texto & Grafia, 2009, p. 46
[3] “[…] aquilo que o artista surpreende por detrás da forma,
ou alcança pela pura força da imaginação, é o
omnipresente ritmo que participa em todas as coisas […]” Clive Bell, Ibidem,
p. 49
[4] “ Os artistas têm de canalizar a sua emoção, têm de
concentrar as suas energias num problema concreto.” Clive Bell, Ibidem, p. 52
[5] “Para o espectador, «correcto» significa algo que satisfaça
esteticamente; para o artista que executa, significa a completa realização de
uma concepção, a solução perfeita de um problema.” Clive Bell, Ibidem,
p. 52
[6] “Sugeri que a tarefa do artista é criar forma significante
ou, se preferir colocar a questão assim, exprimir uma noção da realidade.”
Clive
Bell, Ibidem, p. 51 e 52
[7] “Só uma resposta parece possível - forma significante. São,
em cada um dos casos, as linhas e cores combinadas de um modo particular,
certas formas e relações de formas, que suscitam as nossas emoções estéticas. A
estas relações e combinações de linhas e cores, a estas formas esteticamente
tocantes, chamo «Forma Significante»; e a «Forma Significante» é a tal
propriedade comum a todas as obras de arte visual.” Clive Bell, Ibidem,
p. 23
[8] “O artista tem de sentir a necessidade de fazer «correctamente»
a sua obra de arte. Ela estará «correcta» quando expressar a sua emoção pela
realidade ou quando for capaz de provocar emoção estética, conforme prefira
olhar para a questão.” Clive Bell, Ibidem, p. 52
[9] Chame-se-lhe o que quiser, refiro-me àquilo que se
encontra por detrás da aparência de todas as coisas - aquilo que confere a
todas as coisas a sua significância individual, a coisa em si, a realidade última.”
Clive Bell, Ibidem, p. 54
[10] “O que é que sobra quando despimos uma coisa de todas as
suas associações, de toda a sua significância como meio? O quê senão aquilo a
que os filósofos costumavam chamar «a coisa em si» e aquilo a que agora chamam «a
realidade última»?” Clive Bell, Ibidem, p. 47
[11] Qual é, então, o desfecho de toda a questão? Penso que não
é mais do que isto: a contemplação da forma pura conduz a um estado de exaltação
extraordinária e total afastamento dos assuntos da vida.”
Clive
Bell, Ibidem, p. 54
[12] “Se esta sugestão fosse aceite, isso implicaria que a «forma
significante» fosse forma atrás da qual captamos uma ideia de realidade última.”
Clive Bell, Ibidem, p. 47
[13] “Sejam artistas ou amantes da arte, místicos ou matemáticos,
aqueles que alcançam o êxtase são aqueles que se libertaram da arrogância da
humanidade.” Clive Bell, Ibidem, p. 55
[14] “A arte está acima da moral, ou melhor, toda a arte é moral
porque, como espero mostrar de seguida, as obras de arte são um meio de acesso
imediato ao bem. Quando uma coisa é julgada como obra de arte, ganha a maior
importância ética e colocamo-la fora do alcance do moralista.” Clive Bell, Ibidem,
p. 28
[15] Cristina Beckert afirma que Clive Bell critica Tolstoi por
este “fazer das obras de arte meios para a promoção de boas acções em vez dos
bons estados de espirito. Assiste-se, deste modo, a uma clara distinção entre a
ética dos bons estados de espírito e a moral das boas acções, sendo a primeira
aquela que, na sua conexão necessária com a emoção estética, dá acesso à realidade
de cariz metafísico, aquela que, tal como a forma significante intrínseca à obra
de arte, é «fim em si mesma» ou «coisa em si, realidade última».” Cristina
Beckert, Ética e Estética: da analogia à identidade in Poética da Razão.
Homenagem a Leonel Ribeiro dos Santos, Lisboa, CFUL, 2013, p. 101
[16] “A marca da grande arte é o seu apelo universal e eterno,
A forma significante encerra o poder de provocar emoção estética em todos os
que sejam capazes de a sentir. As ideias dos homens zumbem e morrem como
mosquitos; os homens mudam as suas instituições e os seus costumes como mudam
de casaco; os triunfos intelectuais de uma era são chacota de outra; só a arte
superior permanece estável e radiosa. E isso acontece porque os sentimentos que
desperta são independentes do tempo e do espaço, porque os seus reinos não são
deste mundo.” Clive Bell, Ibidem, p. 36 e 37
[17] “ A arte transporta-nos do mundo da actividade humana para
um mundo de exaltação estética. Por instantes alheamo-nos dos interesses
humanos; suspendem-se as nossas memórias e expectativas, somos elevados acima
do fluxo da vida.” Clive Bell, Ibidem, p. 31
[18] Heraclito, Fragmento 45 no fundo da nossa alma, um abismo.
“Não é possível descobrir os limites da alma, mesmo percorrendo todos os
caminhos: tão profunda medida ela tem.”
[19] “Os que julgam que a importância capital da arte ou da
filosofia reside na sua relação com o modo de proceder ou com a sua utilidade
prática - aqueles que não são capazes de dar valor às coisas como fins em si ou
como meios directos de emoção - nunca colherão das coisas o melhor que elas tem
para dar.” Clive Bell, Ibidem, p. 55
[20] “ Mas só ao amante perfeito ela dá um outro presente nunca
antes visto - um presente para lá de qualquer preço. Os amantes imperfeitos
trazem à arte ideias e emoções da sua própria era e civilização e com elas regressam.
[…] Mas só o amante perfeito, aquele que é capaz de sentir o profundo
significado da forma, se ergue acima dos acidentes do tempo e do espaço. […] A
marca da grande arte é o seu apelo universal e eterno.”
Clive
Bell, Ibidem, p. 36
[21] “Cada um deve decidir por si.” Clive Bell, Ibidem,
p. 55
[22]“As coisas mais valiosas que conhecemos ou podemos imaginar
são, sem dúvida, certos estados de consciência que se podem descrever
genericamente como os prazeres das relações humanas e o gozo dos objectos
belos.” G.E.Moore, Principia Ethica §113.
Moore foi um pensador que muito
influenciou o Grupo de Bloomsbury, do qual Clive Bell fazia parte.

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